RADIO WEB JUAZEIRO : EUA atacam Ilha de Qeshm, no Irã



terça-feira, 3 de novembro de 2026

EUA atacam Ilha de Qeshm, no Irã

Washington realiza operações militares secretas enquanto Trump minimiza risco de retomada do conflito

Mateus Conte


Ilha de Qeshm, no Irã, abriga uma instalação subterrânea de mísseis | Foto: Nasa/Divulgação

Os Estados Unidos atacaram a ilha iraniana de Qeshm nesta segunda-feira, 2, em mais uma operação militar de pequena escala contra o Irã. Segundo autoridades norte-americanas ouvidas pelo The Wall Street Journal, Washington realiza ataques secretos contra o país há várias semanas, apesar das declarações do presidente Donald Trump sobre a possibilidade de um acordo diplomático.

O ataque ocorre um dia antes das eleições legislativas de meio de mandato nos EUA. Nesta segunda-feira, Trump minimizou a possibilidade de uma retomada da guerra contra o Irã. “Tivemos uma guerra com o Irã, nós vencemos”, afirmou o presidente a jornalistas. “Nem sei se dá para chamar de guerra, porque não estamos combatendo há meses.”

Entretanto, autoridades norte-americanas confirmaram ao jornal que os EUA continuam realizando operações militares limitadas contra alvos iranianos. Algumas delas classificaram os ataques como medidas defensivas para impedir que o Irã ameace embarcações comerciais no Estreito de Ormuz.

Diferente das operações anteriores, Washington não anunciou publicamente os ataques recentes. Segundo uma autoridade, o governo mantém as ações em sigilo para evitar sinais de que pretende retomar operações militares de maior escala.

A Ilha de Qeshm fica na entrada do Estreito de Ormuz e abriga uma instalação subterrânea de mísseis, uma base naval e uma importante unidade de dessalinização. Os EUA já atacaram o território em fases anteriores do conflito.

Trump fala com repórteres antes de embarcar para a Carolina do Sul Foto: Reprodução/X/@clashreport

Trump avalia alternativas militares contra o Irã

De acordo com o Wall Street Journal, integrantes do governo norte-americano discutem novas ações contra o Irã, que incluem ataques aéreos, ampliação de sanções econômicas e endurecimento do bloqueio ao comércio iraniano.

Na semana passada, o almirante Brad Cooper, comandante do Comando Central dos EUA, visitou a Casa Branca para apresentar alternativas militares a Trump. Além disso, as Forças Armadas reforçaram os sistemas de defesa antimísseis e munições na região. O governo dos EUA ainda alertou países do Golfo Pérsico sobre a possibilidade de uma operação militar curta e intensa depois das eleições.

Em Teerã, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores iraniano, Esmail Baghaei, declarou que “a bola está com os EUA” em relação a um possível acordo para encerrar a guerra. “Nossas exigências foram apresentadas de maneira muito clara e transparente, e as exigências do Irã são razoáveis e lógicas”, afirmou Baghaei.

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