Notícia falsa afirma que candidato do PL à Presidência defende a retirada do título de Padroeira do Brasil de Nossa Senhora Aparecida
Cristyan Costa
Flávio gesticula durante evento de campanha para a eleição presidencial, na praia de Copacabana, no Rio de Janeiro - 16/8/2026 | Foto: Pilar Olivares/Reuters
Até chegar ao resultado anunciado na quarta-feira 30, o julgamento sobre as fake news que envolvem o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e Nossa Senhora Aparecida percorreu um dia de conversas entre ministros e de negociações nos gabinetes.
O caminho para o desfecho começou a ser aberto dois dias antes. No começo da semana, os presidentes Edson Fachin e Nunes Marques se reuniram, reservadamente, para comentar o impasse, sobretudo depois de críticas de integrantes do TSE à liminar de Flávio Dino. Fachin pediu que a Justiça Eleitoral se pronunciasse primeiro. Posteriormente, à luz da decisão do colegiado, o Supremo avaliaria os próximos passos.
Com o caso fora da pauta do STF, a atenção se voltou às negociações no TSE. O relator, André Mendonça, liberou o processo para julgamento, e Nunes Marques marcou, na noite de terça-feira, a sessão virtual para quarta. As conversas por telefone começaram logo pela manhã e se prolongaram durante a votação. Mendonça participou das tratativas, enquanto os gabinetes buscavam uma saída para acomodar as divergências.
Oeste apurou que a maior resistência ao entendimento de Mendonça vinha do ministro Floriano de Azevedo Marques. Estela Aranha e o corregedor-geral do TSE, Ricardo Villas Bôas Cueva, também divergiam. Ambos, contudo, estavam dispostos a fazer concessões, a depender dos ajustes propostos pelo relator para o acórdão do ato.
Mendonça recebeu sinalizações de que teria apoio tanto para manter integralmente seu entendimento quanto para fazer uma alteração pontual.
A escolha ficou com ele. E o relator decidiu abrir uma exceção para a publicação do humorista Antonio Tabet, preservando sua posição sobre os demais conteúdos.
Ao separar o post de Tabet das demais publicações atingidas pela ordem de retirada, Mendonça ganhou apoio da maioria. O placar final ficou em 6 votos contra apenas 1.
Alcance de decisão sobre Flávio Bolsonaro e Nossa Senhora

Sessão plenária no TSE – 29/9/2026 | Foto: Leobark Rodrigues/Secom/TSE
A incorporação de trechos da divergência parcial de Cueva ao voto de Mendonça permitiu consolidar a maioria.
Toffoli aderiu à nova formulação, e Estela Aranha também ajustou seu posicionamento.
Cueva manteve o entendimento, em virtude de os colegas terem acolhido alguns de seus argumentos.
Floriano de Azevedo Marques manteve a divergência total até o fim.
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