Deputado do PL critica atuação dos ministros durante encontro com o jornalista Luís Pablo, investigado depois de publicar reportagens sobre Flávio Dino
Mateus ConteNikolas Ferreira grava vídeo ao lado do jornalista Luis Pablo | Foto: Reprodução/Redes Sociais/Instagram/@luispablojornalista
O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) defendeu o impeachment dos ministros Alexandre de Moraes e Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), nesta quarta-feira, 21, durante visita a São Luís, no Maranhão. O parlamentar participou de mais uma edição do “Bloquinho 22”, ato de apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República.
Durante a visita, Nikolas se encontrou com o jornalista maranhense Luís Pablo, que foi alvo de uma investigação depois de publicar reportagens sobre um suposto uso, por familiares de Dino, de um carro blindado cedido pelo governo do Maranhão ao STF.
Ao conversar com o deputado, Luís Pablo perguntou se ele acompanhava seu caso. Nikolas defendeu o reequilíbrio entre os Poderes e criticou a atuação do Supremo e a postura do Congresso Nacional.
“Primeiro, a gente precisa reequilibrar os Poderes. O STF domina tudo, toma as decisões, e o Congresso tem ficado de joelhos, tanto para o Judiciário quanto também para o Executivo”, declarou.
O deputado também mencionou Moraes e Dino. “Acho que o primeiro passo é a gente tirar esses frutos podres que estão aí no caminho, principalmente em relação a Alexandre de Moraes e Flávio Dino, que inclusive é do Maranhão também”, afirmou.
Nikolas acrescentou que o impeachment é um instrumento democrático previsto na Constituição.
Investigação contra Luís Pablo
O jornalista publicou reportagens que questionavam o suposto uso, por familiares de Flávio Dino, de um veículo blindado cedido pelo governo maranhense ao STF. As publicações levantaram dúvidas sobre a utilização de um bem público para uma finalidade diferente daquela prevista.
Depois das reportagens, a Polícia Federal apreendeu equipamentos de trabalho de Luís Pablo por determinação judicial, no âmbito de uma investigação sobre suspeita de perseguição, também conhecida como stalking, contra Dino.
O caso envolveu ainda a identificação de uma suposta fonte do jornalista. Segundo a Polícia Federal, um funcionário da Secretaria de Segurança Pública e da Secretaria de Assuntos Legislativos do Maranhão repassou informações a Luís Pablo.

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