RADIO WEB JUAZEIRO : ‘Não disse que ia dar certo?’, diz Alcolumbre a Camilo Santana sobre escala 6×1



sexta-feira, 16 de outubro de 2026

‘Não disse que ia dar certo?’, diz Alcolumbre a Camilo Santana sobre escala 6×1

PEC foi aprovada em 2 turnos no Senado por 75 votos favoráveis e 1 contrário

Isabela Jordão


Alcolumbre disse a Camilo Santana que já havia previsto o resultado da votação | Foto: Reprodução/Metrópoles

O líder da bancada do PT no Senado, Camilo Santana (CE), atribuiu ao presidente do Congresso, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), responsabilidade pela aprovação, em primeiro turno, da proposta de emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim da escala de trabalho 6×1.

A conversa ocorreu na noite da última quarta-feira, 14, minutos depois do anúncio do resultado da votação. Ao se aproximar da mesa de Alcolumbre, Camilo apertou a mão do presidente do Congresso. Alcolumbre o cumprimentou com um “parabéns”, ao que o petista respondeu: “Você é responsável por isso aqui”.

O presidente do Congresso retrucou: “Não te disse que ia dar certo?”. O diálogo foi captado pelo microfone logo depois do anúncio da aprovação da proposta.

Somente 1 senador votou contra a PEC da Escala 6×1

A proposta foi aprovada no Senado em dois turnos no mesmo dia. Sem alterações de mérito em relação ao texto aprovado pela Câmara, a medida segue para promulgação, garantindo uma das vitrines eleitorais do governo Luiz Inácio Lula da Silva a 11 dias do segundo turno das eleições.

No primeiro turno, foram 75 votos favoráveis, um contrário, do senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS), e nenhuma abstenção. O placar foi o mesmo na segunda votação. A proposta precisava de pelo menos 49 manifestações favoráveis em cada etapa.

A PEC n° 221/2019 reduz a jornada máxima semanal de 44 para 40 horas e garante dois dias de repouso remunerado, sem redução salarial. A conclusão da votação ocorre na reta final da disputa presidencial, cujo segundo turno está marcado para 25 de outubro.

As duas deliberações foram viabilizadas pela aprovação, em votação simbólica, do requerimento de calendário especial apresentado pela líder do governo no Senado, Teresa Leitão (PT-PE). O mecanismo abreviou os prazos regimentais e dispensou o intervalo entre os turnos.

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