Anteriormente, mesmo trecho do documento afirmava que o liberal era o presidente eleito do país
Lucas Cheiddi
Flavio participa de coletiva de imprensa em frente a um hospital em Brasília - 13/3/2026 | Foto: Adriano Machado/Reuters
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) alterou, nesta quarta-feira, 28, trechos de uma carta divulgada depois de sua chegada aos Estados Unidos. Na primeira versão, o documento o apresentava como “o verdadeiro presidente eleito do Brasil”. Já na publicada posteriormente em seu perfil na rede social X, o parlamentar passou a se descrever como “líder do Brasil”.
A mudança ocorreu pouco depois da divulgação inicial do texto. Segundo a Folha de S.Paulo, a publicação no perfil de Flávio foi editada cerca de 22 minutos depois da postagem original. Outras versões do documento também circularam, com alterações no texto e no brasão utilizado.
Na carta, o senador contesta o resultado da eleição presidencial de domingo 25, vencida por Luiz Inácio Lula da Silva, conforme apuração do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Flávio afirmou que houve fraude.
Flávio promete liderar oposição do exterior

Os candidatos à presidência do Brasil, Flávio Bolsonaro e Luiz Inácio Lula da Silva, participam de um debate presidencial, antes do segundo turno das eleições presidenciais, em São Paulo, Brasil, em 18 de outubro de 2026 | Foto: REUTERS/Jean Carniel
Flávio escreveu que deixou o Brasil por considerar que não conseguiria exercer sua atuação política no país. Ele atribuiu a decisão ao que classifica como perseguição política contra ele e sua família. Também agradeceu ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e ao presidente argentino, Javier Milei, pela acolhida.
No documento, o parlamentar criticou decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) e questionou aspectos da organização da votação. Ele sustenta que integrantes do Judiciário tentam silenciá-lo e impedir sua participação política.
O senador também afirmou que pretende organizar a oposição ao governo Lula a partir dos Estados Unidos. Ele prometeu divulgar uma estratégia para mobilizar aliados nos próximos dias e pediu que parlamentares e governadores próximos a ele continuem atuando no Brasil.

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