Em meio à pressão do governo pela aprovação da PEC antes do segundo turno, senador prevê ajustes
Por Luan Julião

Flávio Bolsonaro, candidato à Presidência da República - Foto: Charles Vieira | Campanha Flávio Bolsonaro
A possibilidade de flexibilizar as regras para o fim da escala 6x1 entrou nas articulações de Flávio Bolsonaro (PL). Embora o senador e candidato à Presidência tenha declarado voto favorável à PEC, ele sinalizou a aliados que pretende discutir alterações no texto depois da eleição, caso chegue ao Planalto.
O principal ponto em discussão é a margem para acordos entre empresas e funcionários sobre a jornada de trabalho. A proposta apresentada pelo senador Rogério Marinho (PL-RN), da oposição, prevê um regime flexível, com horas trabalhadas negociadas entre patrões e empregados, modelo criticado por integrantes do governo Lula.
De acordo com a Folha de S.Paulo, aliados de Flávio e empresários ouvidos pela coluna Painel afirmam que o compromisso transmitido nos bastidores é levar pontos da PEC para discussão no Congresso Nacional após uma eventual vitória eleitoral.
Apoio à PEC em meio à pressão
A declaração pública de apoio ocorreu a 12 dias do segundo turno, em um momento em que governistas cobravam, nas redes sociais, uma posição do candidato. Ao mesmo tempo, empresários pressionavam senadores para votar contra a proposta.
A sinalização feita por Flávio busca manter o apoio ao fim da escala 6x1 sem descartar mudanças no formato da medida. A intenção relatada por interlocutores não seria derrubar a PEC, mas incorporar dispositivos que deem espaço à negociação direta entre empregadores e trabalhadores.
Enquanto isso, o governo Lula tenta acelerar a tramitação para aprovar o texto antes do segundo turno.
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