RADIO WEB JUAZEIRO : TST analisa dissídio dos Correios depois de 8 dias de greve

ENQUETE



segunda-feira, 21 de setembro de 2026

TST analisa dissídio dos Correios depois de 8 dias de greve

Estatal e trabalhadores concordam com reajuste de 4,35%, mas mudanças no plano de saúde travam acordo

Letícia Alves


Correios atravessam crise financeira | Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

O Tribunal Superior do Trabalho (TST) analisa nesta segunda-feira, 21, o dissídio coletivo dos Correios. O julgamento ocorre depois que a estatal desistiu das negociações com representantes dos trabalhadores na Corte. Sem acordo, os sindicatos decretaram greve, que chega ao oitavo dia.

A direção dos Correios levou o dissídio ao TST em meio ao plano de reestruturação da empresa. Segundo a estatal, salários e benefícios consomem 89% da receita e dificultam a recuperação financeira.

Empresa e trabalhadores concordam com reajuste salarial de 4,35%, com base no Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC). O aumento será retroativo a 1º de agosto. O principal impasse envolve as mudanças propostas no plano de saúde.

O presidente do TST, ministro Vieira de Mello Filho, conduz a sessão. A direção dos Correios aguarda o resultado para reorganizar as contas e buscar um empréstimo de R$ 7 bilhões com garantia da União. Enquanto isso, a greve afeta a prestação dos serviços.

Plano de saúde concentra principal divergência

Entre as mudanças defendidas pela estatal estão a redução do adicional de férias de 70% para um terço e o pagamento de horas extras conforme as regras da CLT, em substituição ao adicional de 200%.

Os Correios também querem retirar o abono conhecido como “vale peru”, retomar o registro eletrônico de ponto e voltar a adotar o cálculo de dimensionamento das unidades com base na demanda e na capacidade instalada.

Correios desistem de negociar com grevistas e vão aguardar decisão do TST | Foto: Reprodução/Redes sociais

No plano de saúde, a estatal propõe manter o subsídio aos empregados, mas deixar de responder integralmente como mantenedora. Segundo a estatal, a mudança reduziria sua exposição ao risco atuarial, que representa provisões de quase R$ 600 milhões.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Obrigado por seu comentário.

COMPARTILHE