RADIO WEB JUAZEIRO : SUS promete oferecer 3 novos medicamentos contra câncer de pulmão



terça-feira, 1 de setembro de 2026

SUS promete oferecer 3 novos medicamentos contra câncer de pulmão

Tratamentos devem ser distribuídos gradualmente a partir de outubro

Fábio Bouéri


Rede pública vai disponibilizar medicamentos a partir de outubro, prevê SUS | Foto: Divulgação/Ministério da Saúde

O Sistema Único de Saúde (SUS) passará a oferecer, a partir de outubro, três novos medicamentos para o tratamento do câncer de pulmão. O brigatinibe, o gefitinibe e o durvalumabe serão incorporados à rede pública de forma gradual, conforme a aquisição dos produtos e a estrutura de distribuição.

A medida foi anunciada pelo Ministério da Saúde nesta segunda-feira, 31. Segundo a pasta, cerca de 1,9 mil pacientes poderão ser beneficiados. Os medicamentos são considerados tratamentos de alta tecnologia. Na rede privada, podem custar centenas de milhares de reais por ano. O brigatinibe e o gefitinibe, por exemplo, são terapias-alvo de uso oral que atuam sobre alterações específicas das células cancerígenas.

Medicamentos permitem tratamento em casa

Uma das vantagens dessas terapias é a possibilidade de administração em casa, além de uma incidência menor de eventos adversos em comparação com alguns esquemas convencionais de quimioterapia. O uso depende, porém, das características do tumor e das condições clínicas do paciente.

O terceiro medicamento, durvalumabe, é uma imunoterapia que estimula a capacidade do sistema imunológico de combater as células cancerígenas. O tratamento será destinado a pacientes com câncer de pulmão em estágio III que não podem ser submetidos a cirurgia. Segundo o Ministério da Saúde, estudos demonstram ganho na sobrevida global dos pacientes.

Os três medicamentos serão financiados integralmente pelo governo federal por meio da Assistência Farmacêutica Oncológica (AF-Onco), nova política criada para organizar a aquisição e a distribuição de medicamentos contra o câncer.

Ao todo, a AF-Onco prevê a oferta de 23 medicamentos oncológicos de alto custo, ampliando em 35% a oferta de tratamentos na rede pública. A estimativa do governo é atender mais de 100 mil pessoas, com orçamento anual de aproximadamente R$ 2,1 bilhões.

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