Ex-jogador, condenado a nove anos por estupro na Itália, leu obras como Tristão e Isolda e Capitães da Areia durante o cumprimento da pena
Fábio Bouéri
Robinho, ex-jogador do Santos e da Seleção: 301 dias a menos de pena em razão de atividades culturais | Foto: Wikipedia
O ex-jogador Robinho conseguiu reduzir em 301 dias o tempo de cumprimento da pena de nove anos por estupro na Itália. Parte do abatimento ocorreu por meio da leitura de livros durante o período em que está preso no Centro de Ressocialização de Limeira (SP).
Entre as obras lidas estão Tristão e Isolda, Capitães da Areia, de Jorge Amado, e A Invenção de Hugo Cabret, de Brian Selznick. Os títulos fazem parte de uma lista validada pela Fundação de Amparo ao Trabalhador Preso (Funap).
Robinho e o sentido das obras
As obras apresentam características distintas. Tristão e Isolda é uma lenda medieval sobre um amor impossível marcado pelo sofrimento. Capitães da Areia, publicado em 1937, aborda a realidade de crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade e tem caráter de denúncia social.
Ao todo, 20 dias foram abatidos pela leitura de cinco livros. Outros 49 dias foram concedidos por 464 horas de estudos do ensino médio e 11 cursos realizados na prisão.
Em janeiro, Robinho já havia obtido redução de 160 dias por trabalho e estudos. Em setembro, teve mais 72 dias abatidos por atividades profissionais, cursos do Senai, estudos pelo EJA e leitura.
O ex-atleta de clubes como Real Madri cumpre pena no Brasil depois de a Justiça italiana condená-lo a nove anos pelo estupro coletivo ocorrido em 2013, em Milão. A condenação foi homologada pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) em 2024.
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