Editorial afirma que decisão desta terça-feira pode definir a credibilidade da Corte e defende apuração sobre o ministro
Letícia Alves
O jornal O Globo afirmou, em editorial publicado nesta terça-feira, 15, que o Supremo Tribunal Federal (STF) enfrenta uma decisão capaz de definir a credibilidade da Corte. O texto defende a abertura de investigação sobre o ministro Alexandre de Moraes e sustenta que impedir a apuração agravaria a crise institucional.
Sob o título “STF não tem o direito de errar hoje”, o editorial afirma que os ministros podem escolher entre “reconstruir a Corte” ou mantê-la no que chama de “descompasso moral”. Para o jornal, a investigação seria um primeiro passo para recuperar a confiança no Supremo.
“Deste julgamento, só pode emergir um vencedor: o Brasil”, afirma o texto.
O Globo defende investigação de Moraes
O Globo argumenta que a sessão não decidirá se Moraes cometeu crime, mas se há elementos suficientes para investigá-lo. “Todos são inocentes até prova em contrário”, diz o editorial. Em seguida, acrescenta: “Moraes, no entanto, precisa ser investigado”.
Segundo o jornal, o ministro teria, durante uma eventual apuração, todos os instrumentos legais de defesa. Somente depois se avaliaria a existência de elementos para abertura de processo criminal.
O editorial cita informações do relatório da Polícia Federal (PF). Segundo o texto, o documento reúne 52 mensagens em que Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, teria pedido conselhos e ajuda a Moraes.
O Globo também critica tentativas de adiar a análise do caso e acusa aliados de Moraes de recorrerem a “artimanhas” para desviar o foco da sessão. “Na verdade, nem deveria ser do interesse dele deixar de ser investigado”, afirma o veículo. O texto lembra ainda que Moraes poderá assumir a presidência do STF no próximo ano e sustenta que dúvidas sobre sua conduta não deveriam permanecer sem resposta.

STF terá sessão extraordinária nesta terça-feira, 15 | Foto: Reprodução/site CNJ
Na conclusão, o editorial afirma que impedir a investigação passaria à sociedade a ideia de que nem todos são iguais perante a lei. Ao citar Ruy Barbosa, o jornal encerra com uma cobrança direta ao STF: “Hoje, não mais”.
Nenhum comentário:
Postar um comentário
Obrigado por seu comentário.