Jocymorgan Mendes Boa Sorte foi condenado a 1 ano de prisão, inicialmente em regime aberto, por associação criminosa
Fábio Matos
Moraes chega a um evento acadêmico na Universidade de São Paulo - 11/4/2024 | Foto: Jorge Silva/Reuters
Em meio à crise que envolve sua ligação com Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, revelada por mensagens encaminhadas pelo ex-banqueiro lhe pedindo ajuda em processos, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), segue ativo nas ações relacionadas aos atos violentos de 8 de janeiro de 2023.
O magistrado determinou à Polícia Federal (PF) que prenda Jocymorgan Mendes Boa Sorte, um dos condenados pela depredação do Palácio do Planalto, do Congresso Nacional e do próprio STF.
Segundo Moraes, Boa Sorte descumpriu a determinação de prestar serviços comunitários. De acordo com a decisão do ministro, o condenado terá de cumprir a pena em regime semiaberto.
Alexandre de Moraes é o relator dos inquéritos e ações penais que se referem aos atos de 8 de janeiro.
Entenda o caso
Boa Sorte foi condenado a 1 ano de prisão, inicialmente em regime aberto, por associação criminosa. Sua pena foi convertida em medidas alternativas, entre as quais a prestação de 225 horas de serviços comunitários, além da participação em um curso sobre democracia.
O condenado começou a prestar os serviços na Associação Terapêutica Ambiental e Acolhimento Paraíso (ATAAP), em Mato Grosso. Segundo Moraes, no entanto, ele não quis trabalhar na cozinha da entidade.
Responsável pela defesa de Boa Sorte, a Defensoria Pública afirmou que o condenado teria de realizar atividades de limpeza em ambiente com risco de acidente e que a associação não possuía equipamentos de proteção.
Antes, Boa Sorte já havia concluído o curso sobre democracia e cumprido parte das horas de serviço comunitário.
De acordo com a Procuradoria-Geral da República (PGR), a defesa de Boa Sorte não comprovou as alegações, o que tornaria o descumprimento das medidas injustificável. O órgão máximo do Ministério Público Federal (MPF) recomendou, então, que a pena fosse convertida em prisão.
Até o momento, Alexandre de Moraes tem mais de 240 mandados de prisão em aberto, não considerando aqueles que estão sob sigilo. Entre os mandados pendentes, está o do ex-deputado federal e ex-diretor-geral da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) Alexandre Ramagem.
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