Editorial apoia decisão de Fachin e afirma que vínculo entre ministro do STF e ex-banqueiro ainda precisa ser esclarecido
Uiliam Grizafis
Os ministros Alexandre de Moraes, André Mendonça e Luiz Fux durante sessão do STF | Foto: Bruno Peres/Agência Brasil
O jornal Folha de S.Paulo afirmou, em editorial publicado neste domingo, 13, que as situações que envolvem os ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), devem ser analisadas separadamente.
Para o veículo de comunicação, o presidente do STF, Edson Fachin, acertou ao afastar Mendonça da apuração que envolve Moraes. Contudo, afirma que a medida não deve interferir na investigação sobre as relações de Moraes com Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master.
O editorial menciona o contrato firmado pelo Banco Master com o escritório da família de Moraes e as mensagens enviadas por Vorcaro direcionadas ao ministro. Para a Folha, os fatos justificam uma investigação sobre a relação entre o magistrado e o banqueiro.
O jornal também afirma que Moraes agravou a crise ao não aceitar, até o momento, renunciar nem se afastar temporariamente da apuração.
Jornal cita acusações contra Mendonça
Em relação a Mendonça, o editorial destaca a acusação feita por Moraes de que o ministro teria atuado por motivações políticas ao favorecer alguns investigados e atingir outros.
A Folha também cita como questionável a decisão liminar de Mendonça que determinou o afastamento do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues.
Ministro André Mendonça participa da sessão da 2ª Turma do STF | Foto: Carlos Moura/SCO/STFDe acordo com o jornal, a recente derrubada de sigilos determinada por Fachin revelou que o senador e candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL), é investigado por ter recebido dinheiro de Vorcaro para um filme sobre seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro.
Para a Folha, entretanto, as acusações contra Mendonça não alteram os fatos que precisam ser esclarecidos sobre a relação de Moraes com Vorcaro. O editorial conclui que misturar os dois casos poderia prejudicar a análise que o Supremo terá de fazer sobre a crise que envolve os ministros.
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