Candidato percorreu caminho interrompido pelo atentado contra o pai em 2018 e disse que ato simboliza continuidade política
Letícia Alves
O senador e candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), realizou um comício no Centro de Juiz de Fora (MG) nesta quarta-feira, 9. Antes do ato, ele liderou uma motocarreata pelas ruas da cidade.
O percurso terminou no cruzamento das ruas Halfeld e Batista de Oliveira, onde o ex-presidente Jair Bolsonaro sofreu um atentado à faca durante a campanha presidencial de 2018. Flávio usou uma camisa semelhante à vestida pelo pai naquele dia.
Durante o trajeto, o candidato foi carregado nos ombros de apoiadores. No discurso, afirmou que o gesto representava a conclusão simbólica do caminho interrompido pelo atentado. “Completei o trajeto que ele não conseguiu”, declarou. “Isso é simbólico. Nós não vamos desistir nunca.”
Participaram do ato o candidato do PL ao governo de Minas Gerais, Flávio Roscoe, o deputado federal e candidato ao Senado Domingos Sávio (PL-MG) e o deputado federal e candidato à reeleição Nikolas Ferreira (PL-MG).
Trajeto de Flávio vira símbolo de continuidade
Do alto do trio elétrico, Flávio voltou a mencionar o episódio de 2018. “Nós, simbolicamente, chegamos até o destino onde Bolsonaro chegaria naquele 6 de setembro de 2018, quando ele levou uma facada”, disse. “Isso é o símbolo de que nós não vamos desistir nunca.”
O candidato afirmou que lembrou do atentado enquanto era carregado pelo público. Segundo ele, o momento simbolizou a superação do episódio e a continuidade do movimento político ligado ao ex-presidente.
Flávio também fez críticas ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Ele afirmou que suas declarações se dirigem ao magistrado, e não à Corte. “O STF não é Alexandre de Moraes. O Judiciário não é Alexandre de Moraes. A magistratura e os juízes do Brasil não são Alexandre de Moraes. O problema é ele, não é o STF.”
Antes da motocarreata, o senador criticou ainda a decisão do ministro Flávio Dino que reverteu o afastamento do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues. Na ocasião, Flávio também responsabilizou o governo Lula pela crise institucional e cobrou uma reação do presidente do STF, Edson Fachin.
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