No X, senador afirmou que eventual ação teria relação com as revelações que envolvem o ministro do STF e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro
Lucas Cheiddi
Flávio Bolsonaro durante a convenção do PL que o oficializou como candidato à Presidência - 25/7/2026 | Foto: Marina Uezima/Reuters
O candidato à Presidência da República e senador, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), afirmou nesta quinta-feira, 3, que o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), e o ministro Flávio Dino, também da Suprema Corte, poderiam estar articulando uma ação contra ele.
O senador não apresentou provas da acusação e reconheceu que não possui confirmação sobre o suposto movimento.
Em publicação nas redes sociais, Flávio afirmou que Moraes e Alcolumbre teriam mantido uma conversa prolongada na quarta-feira 2, em Brasília. Segundo ele, os dois teriam tratado com Dino de uma possível medida contra sua candidatura.
O senador atribuiu a suposta articulação à intenção de reagir às revelações feitas pelo ministro André Mendonça e provocar desgaste eleitoral.
“Alexandre de Moraes e Davi Alcolumbre teriam conversado longamente nesta quarta-feira (2/Set), em Brasília, e articulado com Flávio Dino alguma ação ilegal contra mim”, escreveu Flávio. Na mesma publicação, afirmou que a iniciativa teria como objetivo “reagir” a Mendonça.
Flávio fala em crise institucional
O senador afirmou que uma eventual confirmação da articulação representaria um agravamento da crise institucional. “Caso se confirme, é a comprovação de que o Brasil virou uma várzea, terra sem lei”, declarou.
Flávio também relacionou o episódio à disputa presidencial de 2026. Segundo o candidato, seu grupo político representa um obstáculo ao que classificou como uma possível transformação do Brasil em uma ditadura.
Até o momento, Flávio não divulgou documentos, registros nem outras evidências que comprovem a conversa entre Moraes e Alcolumbre ou uma eventual participação de Dino.
Mendonça e Moraes trocam acusações
O ministro do STF André Mendonça | Foto: Victor Piemonte/STFA declaração ocorreu dois dias depois de Mendonça retirar o sigilo de um relatório da Polícia Federal sobre mensagens e contatos que envolvem Moraes e Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master. O ministro determinou que os novos elementos sejam analisados pelo plenário do STF.
Nesta quinta-feira, 3, Moraes reagiu. Ele utilizou informações do Inquérito das Fake News para levantar suspeitas sobre a atuação de Mendonça. O ministro também solicitou ao presidente do STF, Edson Fachin, a abertura de procedimento contra o colega.
Moraes mencionou investigações relacionadas às operações Sem Desconto, que apura fraudes que envolvem o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), e Compliance Zero, que investiga irregularidades relacionadas ao Banco Master.
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