Entidade rebateu afirmação: "mentira não se combate com outra mentira"
Por Yuri Abreu

O senador e candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL) - Foto: Charles Vieira/Campanha Flávio Bolsonaro
O candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL), acusou a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) de ter contribuído para a disseminação de uma informação falsa sobre sua posição em relação a Nossa Senhora Aparecida.
A declaração foi feita pelo senador durante um evento em Goiânia, no domingo, 27. Segundo Flávio, o PT estaria divulgando a informação de que ele pretende retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de padroeira do Brasil.
O PT já estava há alguns dias tentando levantar essa fake news e conseguiu, com a ajuda de gente dentro da CNBB
Flávio disse ainda que, na avaliação dele, a informação teria sido desmentida posteriormente.
“O que aconteceu ali foi, quase que automaticamente, uma disseminação dessa fake news. Só que rapidamente se reverteu, porque a verdade está do nosso lado”, acrescentou.
CNBB nega participação
Horas depois da declaração, a CNBB divulgou uma nota de esclarecimento (veja abaixo) na qual afirmou que não produziu, autorizou ou participou da elaboração ou divulgação de informações falsas relacionadas ao processo eleitoral.
A entidade também afirmou que não integra estruturas político-partidárias, partidos ou candidaturas. Segundo a nota, suas manifestações sobre as eleições estão relacionadas à sua missão pastoral e são orientadas por princípios como dignidade humana, bem comum, democracia e liberdade de consciência.
A CNBB também contestou a atribuição de responsabilidade à entidade pela disseminação de informações falsas.
“A mentira não se combate com outra mentira”, pontuou a entidade.
Na nota, a CNBB afirmou ainda que atribuir à instituição participação na produção ou disseminação de desinformação, “sem fatos e provas que sustentem tal afirmação”, atinge injustamente a entidade.
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