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quarta-feira, 16 de setembro de 2026

Estadão, Folha e Gazeta criticam sessão do STF: 'Espetáculo degradante'

Editoriais destacaram a divisão interna da Corte e a ausência de decisão sobre a abertura de investigação contra Moraes

Lucas Cheiddi


STF teve sessão extraordinária nesta terça-feira, 15 | Foto: Reprodução/site CNJ

Os principais jornais do país criticaram a condução da sessão do Supremo Tribunal Federal (STF) que analisou, nesta terça-feira, 15, questões preliminares relacionadas ao pedido de investigação do ministro Alexandre de Moraes. Os editoriais de Gazeta do Povo, Estadão e Folha de S.Paulo apontaram o confronto entre juízes e a ausência de uma decisão sobre o caso como sinais do desgaste da Corte.

A sessão terminou depois que o ministro Flávio Dino pediu vista. A solicitação interrompeu a análise e deixou para outro momento a discussão sobre a abertura de investigação contra Moraes. Antes da suspensão, o placar estava em 4 a 3 pela manutenção dos casos de Moraes e André Mendonça em processos separados.
Críticas às manobras e ao confronto no STF

O plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) | Foto: Reprodução/STF

A Gazeta do Povo classificou o episódio como um “espetáculo deprimente e vergonhoso”. O editorial afirmou que “o núcleo duro dos intocáveis, formado por Moraes, Gilmar e Dino, criou confusão sempre que teve a chance, por meio de chicanas e provocações”. A publicação criticou a questão de ordem apresentada por Gilmar Mendes para unificar os casos de Moraes e Mendonça.

O Estadão adotou tom semelhante. No editorial “Espetáculo degradante no Supremo”, o jornal afirmou que o STF “se desmoralizou perante a Nação” depois de uma sessão marcada por “bate-bocas, ofensas e graves acusações”. O texto também destacou a manifestação de Cármen Lúcia, que pediu desculpas pelo “mal-estar cívico” provocado pelo episódio.

Já a Folha de S.Paulo concentrou sua análise na divisão interna da Corte. O editorial afirmou que o Supremo “ruma à desmoralização” e criticou Gilmar Mendes, Dino e Cristiano Zanin por, segundo o jornal, protelarem a análise das relações entre Moraes e Daniel Vorcaro.

A Folha também afirmou que a sessão tratou pouco do conteúdo das mensagens atribuídas a Moraes e Vorcaro. Segundo o editorial, “quase nada se falou do mais importante”, em referência às relações entre o ministro, o empresário e um contrato de R$ 131 milhões com o escritório da família de Moraes.

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