RADIO WEB JUAZEIRO : Candidata acusa governo do Piauí de usar IA em laudos médicos



quinta-feira, 3 de setembro de 2026

Candidata acusa governo do Piauí de usar IA em laudos médicos

O caso citado por Dra. Lúcia Santos (PSDB) está sendo investigado pelo Ministério Público do Estado

Yasmin Alencar


Dra. Lúcia Santos (PSDB), candidata ao governo do Piauí | Foto: Reprodução/MeioNews

A candidata ao governo do Piauí Dra. Lúcia Santos (PSDB) acusou a gestão do governador Rafael Fonteles (PT) de usar inteligência artificial para emitir laudos médicos no serviço de telemedicina. A fala ocorreu nesta quarta-feira, 2, durante o debate da TV Meio Norte.

“Nós pegamos laudos dando ovário para homens, próstata para mulher, ou seja, ali fica claro que não tem nem gente dando laudo do outro lado, e com certeza é um IA”, declarou. O caso citado pela candidata está sendo investigado pelo Ministério Público do Piauí.

Lúcia Santos também comentou o custo da saúde digital. “O dinheiro está saindo candidato, está saindo muito para essa saúde digital, nós denunciamos isso, que essa prática tem que acabar.”, enfatizou a candidata.

O serviço virou alvo de outros candidatos no mesmo debate. Elizeu Aguiar (Novo) prometeu encerrar a telemedicina no Piauí caso seja eleito. O candidato contestou os gastos e afirmou que o serviço exige R$ 800 milhões em quatro anos. “Nós, governador do Estado do Piauí, vamos acabar com isso. R$ 15 milhões mensais, R$ 180 milhões por ano, quase R$ 800 milhões em quatro anos de gestão”, disse Aguiar.

A saúde do governo Fonteles já foi alvo da Polícia Federal

A saúde do governo Fonteles já foi alvo da Polícia Federal. Em 30 de setembro de 2025, a corporação deflagrou a Operação Omni, ao lado da Controladoria-Geral da União (CGU) e do Tribunal de Contas do Piauí (TCE-PI), para apurar fraudes em contratos da Secretaria de Estado da Saúde (Sesapi).

Segundo a investigação, há indícios de superfaturamento, direcionamento de contratos, lavagem de dinheiro e conflito de interesses no chamamento de uma organização social para administrar hospitais estaduais. A Justiça Federal bloqueou cerca de R$ 66 milhões, afastou servidores e decretou duas prisões temporárias de empresários, depois soltos por decisão do Tribunal Regional Federal da 1ª Região. A apuração continua, e ninguém foi condenado até agora.

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