O hoje ministro do Supremo Tribunal Federal administrou o Estado nordestino durante mais de sete anos
Anderson Scardoelli
Na política maranhense, Flávio Dino foi deputado federal, governador por dois mandatos e eleito senador em 2022 | Foto: Lula Marques/Agência Brasil
Ao assumir o seu primeiro mandato como governador do Maranhão, em 1º de janeiro de 2015, Flávio Dino fez uma série de promessas. O registro ficou eternizado em vídeo divulgado no YouTube.
Os compromissos firmados por Dino, então filiado ao Partido Comunista do Brasil, giravam em torno de problemas socioeconômicos. Ele disse, por exemplo, que trabalharia para erradicar o analfabetismo em solo maranhense.
“Estamos instituindo hoje o plano Mais IDH”, disse o governador recém-empossado, diretamente do Palácio dos Leões. “Por intermédio desse plano, vamos adotar ações nas 30 cidades que têm o pior IDH do Maranhão. O que nós queremos é que, ao fim do governo, não tenha nenhuma cidade maranhense no rol das cem piores do Brasil.”
A promessa ficou longe de ser cumprida. Dino deixou o governo em 2 de abril de 2022. Segundo o mais recente Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM), de 2024, o Maranhão ocupa a última colocação entre as 27 unidades da Federação. No levantamento, o Estado ficou com pontuação 0,745. O Distrito Federal ocupou o topo, com 0,866.
Outras promessas de Dino para o Maranhão
No discurso de posse, Dino também prometeu “combate ao analfabetismo”. Não deu certo. Com 10,9%, o Maranhão tem a quinta maior taxa de analfabetismo do país. Fica atrás somente de outros quatro Estados do Nordeste: Ceará, Paraíba, Alagoas e Piauí.
Além disso, o político comunista falou em promover “ações de geração de renda e arranjos produtivos”. Tratou-se de mais uma promessa não cumprida. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, oito das dez cidades brasileiras com os menores PIB per capta são do Maranhão.
Atuação política fora do governo
Apesar de ter deixado o cargo de governador do Maranhão há quatro anos, Flávio Dino segue interferindo na política local. Situação que envolve, inclusive, processo contra o seu sucessor no Palácio dos Leões e indicações ao Tribunal de Contas do Estado. Todos os detalhes dessa atuação do hoje ministro do Supremo Tribunal Federal constam na reportagem “O imperador do Maranhão”. A leitura na íntegra está reservada à comunidade de assinantes da Revista Oeste.
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