Material faz acusações sem provas e menciona a morte do marido da governadora; aliados e adversários pediram investigação
Letícia Alves
saíram do ambiente virtual e chegaram às ruas. Ela pediu respeito à família, aos filhos e à memória do marido. “Os ataques de ódio, que começaram nas redes sociais, agora ganharam as ruas do centro do Recife”, diz a publicação da candidata. “Vamos seguir em frente. Sem medo e sem baixar a cabeça. O tempo da opressão e da perseguição passou.”
Candidatos repudiam material e pedem apuração
O candidato ao governo João Campos (PSB) repudiou os cartazes e negou relação com o material. Ele afirmou que recorrerá à Justiça para identificar os responsáveis pela produção, pelo financiamento e pela distribuição.
“Esses panfletos apócrifos que estão circulando hoje são um completo absurdo”, diz a publicação do candidato. “E quero deixar uma coisa muito clara: qualquer pessoa que tente atribuir esse tipo de prática a mim ou à minha candidatura vai responder por isso na Justiça brasileira.”
João citou a morte do pai, Eduardo Campos, durante uma eleição. Ele defendeu o combate a ataques contra famílias na disputa eleitoral e cobrou a investigação do caso.
A Frente Popular de Pernambuco, coligação de João Campos, acionou o Ministério Público Eleitoral neste domingo para pedir a apuração da autoria e da divulgação dos panfletos. A aliança negou participação e afirmou que adotará medidas judiciais contra quem atribuir o material à campanha.
O candidato Ivan Moraes condenou o episódio no X. Ele prestou solidariedade a Raquel, cobrou a identificação dos responsáveis e classificou os ataques como incompatíveis com a política.
A vice-governadora Priscila Krause também manifestou solidariedade em vídeo no Instagram. Ela relembrou a convivência com a família de Raquel na Assembleia Legislativa e criticou o uso da morte de Fernando Lucena na campanha. Priscila defendeu a investigação pelas autoridades acionadas pela governadora.
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