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quarta-feira, 5 de agosto de 2026

Peixe popular no Brasil entra em extinção e pode ter venda proibida

Espécie está classificada como “vulnerável”

Por Agatha Victoria Reis
Peixe pode ser proibido no Brasil - Foto: Reprodução| Freepik

O tambaqui (Colossoma macropomum), peixe amplamente consumido na região Norte do Brasil, entrou para a lista de animais ameaçados de extinção no país e pode ter pesca proibida.

O Ministério do Meio Ambiente e Mudanças Climáticas (MMA) publicou a lista no dia 27 de abril, o que acendeu um alerta para a conservação da espécie.

Segundo o diretor do departamento de Conservação e Uso Sustentável da Biodiversidade do MMA, Braulio Ferreira de Souza Dias, a inclusão do peixe na lista, não proíbe imediatamente a pesca do tambaqui, mas exige a aprovação de um plano de recuperação populacional.

Para a construção deste plano, a Portaria nº 1.666 estabeleceu um prazo de 180 dias, ou seja, até 25 de outubro. Caso o projeto não seja apresentado e aprovado até a data estabelecida, a pesca do tambaqui poderá ser proibida em todo o território nacional a partir do final de outubro.

Tambaqui é uma espécie “vulnerável”

De acordo com o Sistema de Avaliação do Risco de Extinção da Biodiversidade (SALVE), gerenciado pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), o peixe está classificado como “Vulnerável”.

A classificação baseia-se em projeções que indicam um declínio populacional de 43,4% ao longo de três gerações.
Tambaqui (Colossoma macropomum) - Foto: Reprodução| Freepik

Embora a pesca em larga escala tenha contribuído com a queda da população nos últimos 20 anos, os pesquisadores não conseguem calcular o impacto real da aquicultura na redução do animal.

Pescadores contestam medida

Com a possível restrição, pescadores e pesquisadores se unem e pedem a reversão da inclusão da espécie na lista de extinção.

Os dados disponíveis sobre desembarques de pesca correspondem a áreas não protegidas, que representam cerca de 61% da população dos tambaqui.

Entretanto, não há dados formais de unidades de conservação e territórios indígenas. A ausência desses dados, levantam dúvidas sobre a classificação de risco.

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