RADIO WEB JUAZEIRO : Moraes manda investigar cursos de 'Débora do batom' na prisão



terça-feira, 11 de agosto de 2026

Moraes manda investigar cursos de 'Débora do batom' na prisão

Ministro do STF quer verificar se atividades realizadas por cabeleireira podem ser usadas para redução de pena

Fábio Bouéri

A cabeleireira Débora dos Santos e o ministro do STF Alexandre de Moraes | Foto: Montagem sobre reprodução/Redes sociais

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que a Penitenciária Feminina de Tremembé e órgãos do sistema prisional de São Paulo prestem esclarecimentos sobre cursos realizados por Débora Rodrigues dos Santos, conhecida como Débora do batom, durante o período em que esteve presa, conforme antecipou Oeste em reportagem no último dia 4.

A decisão faz parte da análise dos pedidos de remição de pena apresentados pela defesa da cabeleireira, condenada a 14 anos de prisão por suposta participação nos atos de 8 de janeiro de 2023 e por pichar, com um batom, a estátua “A Justiça”, em frente ao prédio do STF.

Moraes: verificação dos cursos

Moraes quer saber se os cursos “Reescrevendo minha história”, atribuídos a Débora, possuem convênio com o Poder Público e se integram oficialmente o projeto pedagógico da unidade prisional. A apuração busca evitar o reconhecimento de atividades que não atendam aos requisitos legais para redução da pena.

A Procuradoria-Geral da República (PGR) manifestou-se favoravelmente ao reconhecimento de 212 dias de remição, considerando atividades de leitura, trabalho interno e a aprovação de Débora no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). No entanto, a homologação definitiva depende dos esclarecimentos solicitados pelo ministro.

Na mesma decisão, Moraes também determinou que o Núcleo de Monitoramento de Pessoas da Secretaria de Administração Penitenciária de São Paulo explique os registros de ausência de sinal do GPS da tornozeleira eletrônica usada por Débora.

A defesa sustenta que as falhas decorrem de instabilidades técnicas do sistema e não representam descumprimento das medidas impostas pela Justiça. Atualmente, Débora cumpre pena em regime domiciliar, monitorada por tornozeleira eletrônica e submetida a restrições determinadas pelo Supremo.

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