PF não encontrou provas de que a empresa de Luciano Hang tenha colaborado com manifestações; PGR pediu encerramento do caso
Isabela Jordão
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou o arquivamento da investigação que apurava um suposto apoio da Havan, rede de lojas do empresário Luciano Hang, a manifestações realizadas na BR-470, em Rio do Sul (SC), em novembro de 2022.
A decisão acolheu pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR), que não identificou elementos para atribuir envolvimento direto à empresa ou a seus representantes.
A investigação teve como origem os atos realizados em 3 de novembro de 2022, nas proximidades de uma unidade da Havan. Os manifestantes defendiam pautas como intervenção militar, fechamento do STF, anulação das eleições e prisão do então presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva.
A Polícia Federal (PF) confirmou que o espaço físico da Havan foi utilizado pelos manifestantes. A apuração, contudo, não encontrou evidências de que a empresa tivesse autorizado a ocupação ou fornecido apoio material ao movimento.
Fachada da Havan de Barra Velha (SC) | Foto: Divulgação/Havan“Concluídas as diligências, foi elaborado o relatório final da investigação, no qual se consignou que, muito embora comprovada a utilização do espaço físico da Havan S.A. pelos manifestantes, os elementos informativos reunidos não permitiram concluir pela autorização de uso da estrutura da empresa ou por colaboração material de seus representantes com o movimento”, afirmou a PF.
Em depoimento, a gerente da unidade negou que a empresa tivesse incentivado os atos e relatou que os bloqueios provocaram uma redução de aproximadamente 70% no faturamento da loja. Edson Luiz Diegoli, diretor-presidente da Havan, também declarou que a companhia não aderiu nem contribuiu para as manifestações.
A PGR seguiu a mesma linha da PF e concluiu não haver elementos suficientes para apontar participação direta de representantes da empresa no bloqueio da rodovia. Com isso, Moraes determinou o arquivamento da investigação.Havan comemora encerramento de investigação
Em nota divulgada depois da decisão, a Havan afirmou que recebeu o arquivamento com satisfação e reiterou que não havia cometido irregularidades. “Estamos felizes que a justiça foi feita. Sempre estive com a consciência tranquila, pois sei que nada de errado foi feito e que essa verdade uma hora iria aparecer”, declarou a empresa.
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