RADIO WEB JUAZEIRO : 'Juiz não deve querer ficar rico', diz André Mendonça



quarta-feira, 26 de agosto de 2026

'Juiz não deve querer ficar rico', diz André Mendonça

Ministro do STF afirma que magistratura oferece boa remuneração, mas exige responsabilidade financeira e desapego ao dinheiro

Fábio Bouéri


O ministro do STF André Mendonça durante seminário na Universidade Presbiteriana Mackenzie | Foto: Divulgação/UPM

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça afirmou que um juiz não deve ter como objetivo ficar rico. A declaração foi feita na última sexta-feira, 21, durante o encerramento do 5º Seminário Nacional da Associação Nacional de Magistrados Evangélicos, realizado no Instituto Presbiteriano Mackenzie, em São Paulo.

Segundo Mendonça, a magistratura oferece uma boa remuneração, mas isso não significa que o cargo garanta uma vida sem preocupações financeiras. O ministro defendeu que os magistrados mantenham controle sobre seus gastos e não transformem o dinheiro em objetivo profissional.

Mendonça: valores éticos e religiosos

Durante o evento, Mendonça também afirmou que magistrados não deveriam colocar o coração no poder ou no dinheiro. A fala foi feita diante de outros integrantes da magistratura e teve como referência valores éticos e religiosos discutidos durante o seminário.

O ministro destacou que a carreira pública deve ser encarada como uma forma de servir à sociedade, e não como um caminho para enriquecimento. A declaração ocorre em meio ao debate recorrente sobre remuneração e benefícios pagos ao Judiciário, especialmente diante de casos em que magistrados recebem valores acima do teto constitucional por meio de verbas indenizatórias.

Pela Constituição, servidores públicos, incluindo magistrados, estão submetidos ao teto remuneratório do serviço público. No caso do Judiciário, o limite corresponde ao subsídio dos ministros do STF. Existem, porém, pagamentos classificados como verbas indenizatórias que não entram no cálculo do teto.

Mendonça ocupa uma cadeira no STF desde 2021, quando foi indicado pelo então presidente Jair Bolsonaro. Antes de chegar à Corte, foi advogado-geral da União e ministro da Justiça e Segurança Pública.

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