Candidato à Presidência cita coordenadora do núcleo econômico ao apresentar perfil que pretende para sua equipe de governo
Letícia Alves
Daniella Marques coordena o núcleo econômico e participa da formulação das propostas | Foto: Reprodução/ YouTube
O senador e candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL), sinalizou nesta segunda-feira, 24, que Daniella Marques pode integrar o primeiro escalão de um eventual governo. A declaração ocorreu durante o evento TOP 30 – As Melhores Empresas do Brasil 2026, promovido pela revista Veja, em São Paulo.
Flávio citou a coordenadora de seu núcleo econômico ao apresentar a equipe de ministros que pretende montar. O candidato defendeu a escolha de nomes técnicos e comprometidos com a gestão pública.
Durante o discurso, o senador afirmou que pretende reunir homens e mulheres competentes para atuarem no governo sem se servir do dinheiro público. A fala representou a primeira sinalização direta sobre a possível presença de Daniella Marques em um ministério.
Daniella foi presidente da Caixa Econômica Federal durante o governo Jair Bolsonaro e integrou a equipe do ex-ministro da Economia Paulo Guedes. Na campanha atual, ela coordena o núcleo econômico e participa da formulação das propostas e da organização do grupo de especialistas da candidatura.
Flávio promete fazer “tesouraço” nos gastos públicos
No evento, Flávio também prometeu fazer um “tesouraço” nos gastos públicos. Ele criticou a política fiscal do governo de Luiz Inácio Lula da Silva e afirmou que a atual gestão prioriza o aumento da arrecadação de impostos em vez da redução de despesas.
O candidato definiu a proposta como um conjunto de medidas voltadas ao corte de impostos, ao combate à corrupção e ao enxugamento da máquina pública. Além disso, ele prometeu criar um “data center soberano” com inteligência artificial para rastrear o uso do dinheiro público e combater desperdícios.
O candidato Flávio Bolsonaro em evento da revista Veja | Foto: Reprodução/ YouTubeFlávio ainda criticou os custos da dívida pública e associou o desequilíbrio fiscal aos juros elevados. Segundo o senador, o Estado brasileiro paga R$ 4 bilhões por dia em juros. Ele afirmou que os recursos poderiam ser usados para financiar a construção de creches.
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