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sexta-feira, 7 de agosto de 2026

Flávio aponta isolamento criado por Lula e promete reatar com a Argentina

Pré-candidato do PL classificou crise diplomática como propaganda eleitoral e enviou apoio a Javier Milei

Erich Mafra

O presidente da Argentina, Javier Milei, e o senador Flávio Bolsonaro | Foto: Reprodução/ X

Flávio Bolsonaro (PL-RJ) apontou a degradação das relações diplomáticas com a Argentina como um movimento de isolamento do Brasil promovido por Lula. O pré-candidato à Presidência afirmou que o Planalto criou atritos desnecessários com parceiros históricos para fazer propaganda política.

O senador enviou um recado direto ao presidente argentino, Javier Milei, a quem definiu como “estimado amigo”. Flávio afirmou que o enfraquecimento da esquerda na América Latina motivou a reação do Executivo contra os países vizinhos. “A partir de 2027, voltaremos a tratar nossos vizinhos como sócios, não como adversários ideológicos”, declarou o parlamentar no X, fazendo referência às eleições deste ano.

Prejuízo para o setor produtivo

O parlamentar alertou que o atrito diplomático vai afetar diretamente agricultores, industriais e trabalhadores brasileiros que dependem do comércio exterior. Flávio destacou que o governo de Buenos Aires evitou aplicar retaliações ao Brasil e atribuiu a postura do Executivo a vaidades pessoais do presidente.

Leia a nota completa de Flávio Bolsonaro abaixo:

1. Repudio, com veemência, a decisão do governo de Lula de degradar as relações diplomáticas com a Argentina, nação irmã, nosso maior sócio comercial na América do Sul e amiga histórica do povo brasileiro. Romper com Buenos Aires não é um fato inevitável: é o resultado direto de uma política externa ideologizada e confrontadora, que em poucos meses fabricou crises com três países de nossa região — Estados Unidos, nosso maior sócio no continente, Paraguai, vizinho e aliado histórico, e agora a Argentina. Nenhum governo da história recente conseguiu isolar tanto o Brasil em tão pouco tempo.

2. Mais uma vez, a retórica da “defesa da dignidade nacional” é utilizada como instrumento de propaganda. A soberania e o prestígio do Brasil não se protegem com bravatas eleitoralistas nem rupturas diplomáticas. Protegem-se com uma economia forte, capacidade de negociação e uma política externa comprometida com os interesses permanentes da Nação — não com as vaidades do governante de turno. A escalada é unilateral: o próprio governo argentino já declarou que não tomará represálias.

3. A verdadeira razão dessa desesperação é evidente. O projeto do Foro de São Paulo está colapsando na América Latina. Os regimes que apadrinhou — sustentados pelo narcotráfico e pela repressão — trouxeram miséria, êxodo e violência a seus povos, e agora caem um a um. Lula assiste ao desmoronamento de seus aliados e reage rompendo com os vizinhos que escolheram a liberdade.

4. O preço dessa irresponsabilidade não será pago por quem a cometeu. Serão o produtor rural, o industrial, o exportador e o trabalhador brasileiro, que dependem dessas relações para produzir, vender e empregar — e que não participaram das decisões políticas que provocaram essa crise.

5. O próximo país a se libertar desse projeto fracassado será o Brasil. A partir de 2027, voltaremos a tratar nossos vizinhos como sócios, não como adversários ideológicos, e reconstruiremos as pontes com a Argentina, Paraguai, Estados Unidos e todas as nações livres do continente. Ao povo argentino, e em especial ao presidente

Javier Milei , meu estimado amigo, deixo uma mensagem: essa crise não é entre nossas nações — é obra de um governo em sua etapa final. Haverá paz e prosperidade para nossos povos.

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