RADIO WEB JUAZEIRO : EUA interceptam suposto barco de drogas no Pacífico pela 1ª vez em dois meses



segunda-feira, 24 de agosto de 2026

EUA interceptam suposto barco de drogas no Pacífico pela 1ª vez em dois meses

A ofensiva ocorreu no domingo 23, mas a confirmação oficial foi divulgada nesta segunda-feira, 24, pelo Comando Sul dos Estados Unidos

Yasmin Alencar

Embarcação no Pacífico Oriental, logo depois de ataque dos EUA | Foto: Reprodução/X/@Southcom

Depois de um intervalo de mais de dois meses sem ações desse tipo, as Forças Armadas dos Estados Unidos realizaram um ataque letal contra uma embarcação suspeita de envolvimento com o tráfico de drogas no Pacífico Oriental. A ofensiva ocorreu no domingo 23, mas a confirmação oficial foi divulgada nesta segunda-feira, 24, pelo Comando Sul dos EUA (Southcom).

Segundo nota publicada pelo Southcom, a Força-Tarefa Conjunta do Hemisfério Ocidental foi responsável por executar o ataque a uma embarcação de baixo perfil que navegava em rotas conhecidas de tráfico na região. O comunicado detalhou que duas pessoas morreram durante a operação. Esta foi a primeira ação registrada desde 21 de junho.

Suspensão temporária e histórico das operações dos EUA

Ainda não há explicações sobre a suspensão temporária das operações no Caribe e no Pacífico Oriental. Antes dessa pausa, dados oficiais indicam que, desde o início da Operação Lança do Sul, em setembro de 2025, as forças norte-americanas destruíram pelo menos 67 embarcações e causaram a morte de ao menos 221 pessoas, conforme levantamento da CNN baseado em notas oficiais e registros de busca e resgate.

O governo dos EUA notificou o Congresso sobre o estado de “conflito armado” contra cartéis de drogas, classificou os mortos como “combatentes ilegais” e justificou ataques letais sem necessidade de revisão judicial, amparado por decisão confidencial do Departamento de Justiça. Esse posicionamento tem sido alvo de questionamentos por parlamentares e organizações de direitos humanos, que defendem o processamento judicial de suspeitos, conforme a política vigente antes da gestão Donald Trump.

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