Estudo publicado em 1960 projetou que o crescimento populacional levaria a Terra a um colapso
Por Iarla Queiroz

Imagem do filme "Presságio" ("Knowing", 2009) - Foto: Summit Entertainment (divulgação)
Um estudo realizado há 66 anos por cientistas da Universidade de Illinois, nos Estados Unidos, chamou atenção ao estabelecer uma data para um possível colapso global: 13 de novembro de 2026.
A previsão foi feita a partir de modelos matemáticos que analisavam o crescimento da população mundial. Na avaliação dos pesquisadores, o aumento acelerado do número de habitantes poderia fazer com que a produção de alimentos e outros recursos deixasse de acompanhar a demanda.
A pesquisa foi conduzida por Heinz von Foerster, Patricia Mora e Lawrence Amiot, que analisaram tendências observadas na sociedade ocidental ao longo do século anterior.
Na época em que o estudo foi desenvolvido, a população mundial girava em torno de três bilhões de pessoas. A preocupação dos pesquisadores estava relacionada principalmente ao crescimento populacional impulsionado pelos avanços da medicina.
Superpopulação seria a ameaça
Diferentemente de outras teorias sobre o apocalipse, a previsão dos cientistas não estava relacionada a uma guerra nuclear, à queda de um asteroide ou a uma grande catástrofe natural.
O ponto central da pesquisa era a superpopulação. Segundo os cálculos feitos pelos pesquisadores, a expansão da população poderia pressionar os recursos disponíveis no planeta até provocar uma situação considerada insustentável.
A lógica apresentada no estudo era que o crescimento populacional ocorria em ritmo acelerado, enquanto a oferta de alimentos poderia não acompanhar a necessidade de uma população cada vez maior.
A projeção apontava que esse cenário chegaria ao limite em 2026, quando, segundo os pesquisadores, o desequilíbrio poderia provocar uma ruptura social e ambiental.
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