Presidente do PL afirma que senadora decidiu disputar a presidência da Casa
Mateus Conte
A senadora Tereza Cristina (PP/MS), que foi ministra no governo Jair Bolsonaro | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
A senadora Tereza Cristina (PP-MS) não deve integrar a chapa presidencial de Flávio Bolsonaro (PL) como candidata a vice. Em entrevista à CNN nesta terça-feira, 21, o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, afirmou que a parlamentar informou que pretende disputar a presidência do Senado. “Ela me disse hoje que é candidata à presidência do Senado e que esse é o objetivo dela”, declarou.
Segundo Valdemar, a definição do candidato a vice caberá ao ex-presidente Jair Bolsonaro, “porque ele tem uma sensibilidade muito grande para isso”, afirmou. “Depois da indicação do Tarcísio em São Paulo, passei a respeitar as opiniões do Bolsonaro e as invenções que ele tem, que são muito boas para o país.”
Com Tereza Cristina fora, escolha do vice de Flávio segue em aberto
A declaração de Valdemar altera o cenário apresentado pelo próprio dirigente na última sexta-feira, 17. Em entrevista ao jornal O Globo, ele havia classificado Tereza Cristina como “a candidata ideal” para compor a chapa de Flávio. Na ocasião, porém, ressaltou que a decisão não seria sua: “o Bolsonaro vai decidir”.
Entre as cotadas para vice estão Daniella Marques, ex-presidente da Caixa Econômica Federal, e as deputadas federais Júlia Zanatta (PL-SC), Bia Kicis (PL-DF), Simone Marquetto (PP-SP) e Clarissa Tércio (PP-PE). A definição deve ocorrer até 5 de agosto, prazo final para as convenções partidárias.
Daniella Marques é a principal cotada para ser vice de Flávio | Foto: Valter Campanato/Agência BrasilNa entrevista à CNN, Valdemar afirmou ainda acreditar em uma aliança nacional com a federação União Brasil-Progressistas e disse que o PL mantém conversas com Republicanos, Podemos e PSDB em alguns Estados.
O dirigente também reconheceu que a pré-candidatura de Flávio começou a ser estruturada apenas depois da escolha feita por Bolsonaro. “O Flávio não estava preparado para ser candidato, ele foi escolhido pelo Bolsonaro e não tinha feito uma estrutura, um trabalho antes, para ser candidato à Presidência”, disse. “Agora que estamos conseguindo andar nisso aí.”

Nenhum comentário:
Postar um comentário
Obrigado por seu comentário.