Tremores de 24 de junho deixaram quase 17 mil feridos
Mateus Conte

Tendas médicas da Equipe Médica de Emergência (EMT) Tipo 3 da Samaritan's Purse | Foto: Divulgação/ OMS
O número de mortos nos terremotos que atingiram a Venezuela em 24 de junho subiu para 3.889, segundo boletim divulgado pelo regime nesta quinta-feira, 9. O novo balanço representa um aumento de 78 vítimas em relação às 3.811 mortes informadas na quarta-feira, 8.
De acordo com o boletim, o número de feridos permaneceu em 16 mil. O regime também informou que 6 mil pessoas foram resgatadas, 86 mil famílias receberam atendimento e 17 mil pessoas seguem sem moradia. Ao todo, 89 abrigos temporários acolhem 16 mil pessoas.
Os terremotos consecutivos, de magnitudes 7,2 e 7,5, afetaram especialmente o Estado costeiro de La Guaira. Segundo o relatório oficial, 856 edifícios sofreram danos e 190 desabaram completamente.
Venezuela em crise humanitária
O boletim do regime informa ainda que 28 mil pacientes receberam atendimento médico, enquanto 9 mil toneladas de alimentos e mais de 12 milhões de litros de água foram distribuídos. As operações de resposta mobilizaram 30 mil agentes, 29 mil voluntários e 3 mil socorristas internacionais.
Segundo a AFP, parte da população critica a lentidão das ações de emergência do regime. Delcy Rodríguez rejeitou as críticas e afirmou, sem apresentar provas, que “laboratórios midiáticos” tentam prejudicar o trabalho das equipes de resgate.
Delcy pediu a liberação de recursos venezuelanos bloqueados no exterior. Ao mesmo tempo, a Organização das Nações Unidas (ONU) busca arrecadar quase US$ 300 milhões para apoiar a recuperação do país, enquanto o Fundo Monetário Internacional negocia com o regime venezuelano o desbloqueio de ativos financeiros para mitigar os efeitos dos terremotos.
Os tremores agravaram uma crise humanitária que já afetava a Venezuela. Antes do desastre, a ONU estimava que quase 8 milhões de pessoas precisavam de algum tipo de assistência. Diante desse cenário, o Programa Mundial de Alimentos pediu US$ 50 milhões para atender cerca de 500 mil venezuelanos nos próximos três meses.
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