Informação foi repassada a autoridades norte-americanas durante a escalada do conflito entre os dois países
Pâmela Zacarias

Donald Trump já foi alvo de ao menos três tentativas de assassinato nos últimos anos, incluindo duas durante a campanha presidencial de 2024 e uma no início de 2026 | Foto: Reprodução/Twiter/X/@LeadingReport
Israel informou ao governo dos Estados Unidos que serviços de inteligência identificaram um novo plano do Irã para assassinar o presidente norte-americano, Donald Trump. O jornal The Wall Street Journal divulgou a informação nesta quinta-feira, 9.
As autoridades israelenses compartilharam as informações com integrantes do governo norte-americano durante a atual escalada do conflito entre Washington e Teerã. O objetivo foi alertar a Casa Branca sobre a ameaça contra o presidente.
As fontes ouvidas pelo jornal não detalharam como o plano seria executado nem informaram se o Irã já teria iniciado preparativos para a ação.
Ameaça ocorre em meio à escalada militar no Irã
O alerta surgiu enquanto EUA e Irã ampliam o confronto militar. Nos últimos dias, as forças norte-americanas bombardearam dezenas de alvos iranianos, e Teerã respondeu com ataques contra interesses dos norte-americanos no Oriente Médio.
Nesta quinta-feira, Trump afirmou que autoridades iranianas procuraram Washington para negociar um acordo. Apesar disso, o presidente declarou que não confia no cumprimento de um eventual entendimento e prometeu manter a pressão sobre o regime iraniano.
Histórico de ameaças
O governo dos EUA já havia acusado o Irã de participar de outros planos para assassinar Trump. Em 2024, o Departamento de Justiça anunciou acusações contra um cidadão afegão suspeito de atuar em um esquema ligado à Guarda Revolucionária Islâmica para matar o então candidato republicano.
Autoridades norte-americanas afirmam que o Irã busca retaliar a morte do general Qassem Soleimani, neutralizado em janeiro de 2020 por um ataque de drone ordenado por Trump durante seu primeiro mandato.
O governo iraniano nega as acusações e afirma que não participa de operações para assassinar autoridades estrangeiras.
Até a publicação desta reportagem, a Casa Branca, o governo de Israel e representantes do Irã não haviam comentado oficialmente as informações divulgadas pelo The Wall Street Journal.
Nenhum comentário:
Postar um comentário
Obrigado por seu comentário.