Entidade propõe novos esforços para apoiar empresas afetadas e ampliar a presença brasileira no exterior
Mateus Conte
O presidente da CNI, Ricardo Alban | Foto: Michelli Fioravanti/CNI
O presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Ricardo Alban, defendeu nesta quinta-feira, 23, a continuidade das negociações entre Brasil e Estados Unidos para tentar reduzir os impactos das novas tarifas sobre as exportações brasileiras.
Alban se reuniu com o ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa. Os dois discutiram medidas emergenciais de apoio às empresas afetadas e ações de longo prazo para ampliar a internacionalização da indústria.
“Saímos daqui muito satisfeitos com a afirmação categórica do ministro de que o Brasil vai continuar negociando”, afirmou Alban.
CNI propõe nova missão da política industrial
Durante a reunião, a entidade apresentou a proposta de criar uma sétima missão transitória do programa Nova Indústria Brasil. A iniciativa teria como foco as cadeias produtivas internacionais e o apoio aos setores prejudicados pelas tarifas norte-americanas.
A proposta está sendo desenvolvida com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, as 27 federações estaduais da indústria, associações setoriais e sindicatos industriais. Além disso, CNI, Sesi e Senai devem oferecer suporte imediato às empresas afetadas.
“Dentro da política industrial podemos constituir uma sétima missão voltada para internacionalizar as nossas cadeias produtivas, de forma que possamos ter um projeto contínuo e sempre atualizado de apoio à internacionalização das nossas indústrias”, disse Alban.
A CNI também informou que enviou uma carta ao presidente dos EUA, Donald Trump, para pedir a manutenção da mesa de negociação e a participação de representantes das indústrias brasileira e norte-americana nas conversas entre os governos.
Sobre a nova tarifa de 12,5% anunciada pelos EUA, Alban afirmou que a entidade ainda analisa a possível cumulatividade da cobrança, as exceções e os setores atingidos. “Essa tarifa cria uma falta de competitividade total, e isso se torna mais crítico principalmente para o produto manufaturado”, declarou.
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