Putin diz que Ocidente 'fracassou' ao tentar enfraquecer a Rússia
Em congresso do partido governista, líder também disse que a Ucrânia recorre ao 'terrorismo'
Rachel Díaz

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, participa de uma reunião com o governador em exercício da região de Rostov, Yury Slyusar, no Kremlin — 18/8/2025 | Foto: Sputnik/Vyacheslav Prokofyev/Reuters
O líder da Rússia, Vladimir Putin, afirmou neste domingo, 28, que o Ocidente fracassou na tentativa de derrotar o país militarmente e desestabilizar a sociedade russa. A declaração foi feita durante o congresso do partido governista Rússia Unida.
Segundo Putin, a Rússia precisa permanecer “forte e soberana” para garantir sua existência. O presidente disse que, em momentos de fraqueza, outros países deixam de respeitar Moscou e passam a agir “pela força”.
“Ocidente tentou nos enfraquecer e eliminar a Rússia como uma força global, mas nunca conseguiu e não conseguirá”, declarou.
Putin também afirmou que a Ucrânia tem perdido espaço nas linhas de frente da guerra e, por isso, estaria intensificando ataques contra a infraestrutura russa. O presidente disse que o país enfrentará “todos os desafios”, incluindo ações classificadas por ele como “terroristas”.
Ucrânia ataca refinarias de petróleo da Rússia
O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky | Foto: Reprodução/Twitter/XMais cedo, o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, afirmou que forças de Kiev atacaram duas refinarias de petróleo russas durante a madrugada deste domingo.
Ao comentar as eleições legislativas marcadas para setembro, Putin declarou que o pleito será uma “disputa aberta e livre”. O líder russo também pediu que integrantes do Rússia Unida passem menos tempo “nos gabinetes” e ampliem o contato direto com a população.
A guerra entre Rússia e Ucrânia começou em fevereiro de 2022, quando as tropas russas invadiram o território ucraniano. Desde então, o conflito já deixou milhares de mortos, milhões de deslocados e provocou uma série de sanções econômicas contra Moscou.
Apesar de avanços e recuos de ambos os lados ao longo dos últimos anos, os combates seguem concentrados em diferentes regiões da Ucrânia, enquanto os dois países mantêm ataques frequentes contra alvos militares e de infraestrutura.
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