Os agentes miraram os chefes do bando criminoso envolvidos em extorsões contra canteiros de obras públicas
Erich Mafra

Polícia Civil do Rio de Janeiro | Foto: Reprodução/Fernando Frazão/Agência Brasil
Uma quadrilha armada que misturava tráfico de drogas e milícia lavou mais de R$ 25 milhões com a cobrança de propinas no Rio de Janeiro. A Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco) deflagrou uma operação nesta sexta-feira, 19, para asfixiar o bando. Os policiais civis saíram às ruas para cumprir 50 mandados de busca e apreensão na capital fluminense, na Baixada e no interior do Estado.
O Judiciário determinou o bloqueio de contas bancárias e o confisco de bens dos suspeitos para paralisar as atividades financeiras da facção. A investigação criminal começou logo que diretores de uma empresa terceirizada denunciaram chantagens frequentes. A firma executava obras públicas de infraestrutura e saneamento básico no bairro do Catiri, em Bangu. Os criminosos usavam armas e ameaças de morte para exigir dinheiro e liberar o trabalho dos operários.
Policial militar fazia a segurança dos chefes da quadrilha
Um policial militar integrava a rede de apoio dos criminosos na região. Os relatórios revelam que o praça atuava na segurança privada dos chefes da narcomilícia e ajudava no transporte físico do dinheiro arrecadado nas extorsões. Corregedores da Polícia Militar acompanharam as buscas coordenadas pela Polícia Civil. O bando também extorquia pequenos comerciantes e moradores locais.
Os investigadores mapearam os caminhos bancários depois de seguir a rota dos depósitos ilegais. O grupo usava empresas abertas legalmente e contas de laranjas para simular negócios de fachada e dar aparência de legalidade aos valores. As transferências ocorriam de forma fracionada e rápida para despistar a fiscalização. O monitoramento identificou um núcleo central de comando e uma célula encarregada apenas de pulverizar e ocultar os lucros do crime.
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