Ex-primeira-dama afirmou que médicos reformularam a medicação e que o ex-presidente passará por novos exames
Victória Batalha

Michelle está acompanhando Jair Bolsonaro durante sua internação I Foto: Divulgação/Palácio do Planalto
A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro afirmou nesta quarta-feira, 10, que Jair Bolsonaro enfrentou uma crise de saúde durante uma tentativa de redução das medicações utilizadas em seu processo de recuperação. Segundo ela, a equipe médica decidiu reformular o tratamento e solicitar novos exames.
Michelle fez a declaração durante o lançamento da pré-candidatura de Luiza Cunha (PL-DF), conhecida como Luiza do Clézão. Filha de Cleriston Pereira da Cunha, o Clézão, ela disputará uma vaga nas eleições de 2026.
A ex-primeira-dama participaria presencialmente do evento, mas acompanhou a cerimônia por videoconferência. Ela explicou que permaneceu em casa para acompanhar o estado de saúde do marido.

Jair Bolsonaro cumpre prisão domiciliar desde março por decisão do ministro Alexandre de Moraes | Foto: Fábio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil
“Jair já estava no desmame há três dias das medicações. Infelizmente não deu certo e ele teve uma crise muito forte anteontem”, afirmou.
Médicos reformulam tratamento
Michelle relatou que os médicos decidiram revisar a estratégia adotada para a recuperação do ex-presidente.
“Nós estamos com o doutor Brasil. Reformulamos todas as medicações. Ele vai passar por alguns exames. Infelizmente eu não tenho como me ausentar”, declarou.
Durante a transmissão, a ex-primeira-dama também disse que pretendia dedicar mais tempo às atividades partidárias e à preparação de materiais voltados a pré-candidatas ligadas ao PL. A situação de Bolsonaro, porém, alterou sua agenda.
O evento reuniu lideranças da oposição, Damares Alves (Republicanos-DF), a governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP-DF), o senador Magno Malta (PL-ES), a deputada federal Bia Kicis (PL-DF) e os deputados federais Marcos Pollon (PL-MS) e Marcel van Hattem (Novo-RS).
Bolsonaro cumpre prisão domiciliar desde março por decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes. A medida levou em conta o quadro de saúde do ex-presidente.
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