Desembargadora rejeita pedido de liberdade e mantém medida cautelar ligada à Operação Vernix
Victória Batalha

Marcola já cumpriu 24 anos de prisão em regime fechado | Foto: Reprodução/Redes sociais
O Tribunal de Justiça de São Paulo manteve a prisão preventiva de Marcos Willians Herbas Camacho, o Marcola, apontado pelas autoridades como líder do Primeiro Comando da Capital (PCC). A decisão, divulgada nesta quarta-feira, 5, rejeitou o pedido de liberdade apresentado pela defesa do criminoso.
A medida está ligada à Operação Vernix, investigação que apura um suposto esquema de lavagem de dinheiro atribuído à facção. A operação também teve como alvo a advogada Deolane Bezerra.
Ao analisar o habeas corpus, a desembargadora da 16ª Câmara de Direito Criminal concluiu que não existem elementos que justifiquem a revogação imediata da prisão preventiva. Com isso, o processo seguirá para julgamento do mérito pelo colegiado.

Deolane Bezerra foi presa por lavagem de dinheiro | Foto: Reprodução/Record
Defesa questiona nova ordem de prisão para Marcola
Em nota, o advogado Bruno Ferullo Rita afirmou que a decisão tem caráter preliminar e que os argumentos da defesa ainda passarão por análise dos desembargadores.
Segundo ele, Marcola e seu irmão, Alejandro Juvenal Herbas Camacho Júnior, permanecem em presídios federais de segurança máxima. Ambos estão sob monitoramento constante e com restrições de comunicação.
A defesa argumentou que a nova prisão preventiva seria desnecessária porque Marcola já cumpre pena na Penitenciária Federal de Brasília. Os advogados sustentaram que o regime de segurança máxima já neutraliza novos mandados. Segundo a defesa, o monitoramento permanente e o acesso limitado ao ambiente externo tornam a nova ordem de prisão sem efeito prático.
Na decisão, a Justiça citou a empresa Lopes Lemos Transportes Ltda., apontada pelos investigadores como peça central do suposto esquema. Segundo o despacho, outro processo já reconheceu a companhia como empreendimento voltado à lavagem de dinheiro.
A juíza Renata William Rached Catelli também destacou que a existência de condenações anteriores não impede uma nova prisão preventiva. De acordo com a magistrada, as medidas possuem fundamentos jurídicos distintos.
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