Decisão converteu pena alternativa em prisão depois de descumprimento de medidas judiciais
Fábio Bouéri

O jornalista Luan Araújo e a ex-deputada Carla Zambelli | Foto: Montagem sobre reprodução/Redes sociais
A Justiça de São Paulo determinou a prisão do jornalista Luan Araújo, conhecido por ter provocado e, depois, ser perseguido pela então deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) durante um episódio às vésperas do segundo turno das eleições presidenciais de 2022.
A decisão partiu da Vara de Execuções Criminais da capital paulista e converte uma pena restritiva de direitos em pena privativa de liberdade. O entendimento da Justiça foi de que Araújo não cumpriu as obrigações impostas como alternativa ao encarceramento.
Justiça impõe perda de benefícios
O jornalista havia sido condenado em um processo por difamação por publicar um texto dizendo que Zambelli “faz parte de uma extrema direita mesquinha, maldosa e que é mercadora da morte”. Em vez de cumprir pena em regime prisional, ele recebeu a possibilidade de prestar serviços à comunidade e seguir outras condições determinadas pelo Judiciário
A defesa de Araújo contesta a decisão e afirma que buscará revertê-la por meio dos recursos cabíveis. Os advogados sustentam que houve falhas na condução do caso e questionam os fundamentos utilizados para justificar a prisão. O jornalista ganhou fama em 2022, quando discutiu com Carla Zambelli, em São Paulo. Depois do desentendimento, a parlamentar sacou uma arma e perseguiu o jornalista.
No Instagram, o jornalista publicou uma mensagem em que critica a Justiça, diz que a sua situação é pior do que a da ex-deputada e pede a doação de dinheiro por meio de PIX. “Se você quer realmente me ajudar, colabore na vaquinha, para que, ao menos, eu tire algo dela”. Segundo o jornal Folha de S.Paulo, o objetivo de Araújo é arrecadar R$ 32 mil para poder mover uma ação contra Zambelli com valor estimado de R$ 2 milhões como indenização por danos morais.
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