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segunda-feira, 8 de junho de 2026

Governo corta verba do Exército e causa suspensão do monitoramento das fronteiras

Contingenciamento de R$ 4,3 bilhões afeta combate ao crime organizado em regiões de divisas internacionais

Letícia Alves

Exército brasileiro protege as fronteiras de facções criminosas | Foto: Agência Brasil

O contingenciamento de R$ 4,3 bilhões no orçamento da Defesa deste ano levou o Exército Brasileiro a suspender operações de monitoramento nas fronteiras do país. As ações visavam o combate ao crime organizado.

Do valor total bloqueado pelo governo federal, cerca de R$ 1,5 bilhão eram destinados ao Exército. Esses recursos financiavam especificamente as operações em áreas de fronteira.

A suspensão coincide com a decisão dos Estados Unidos de classificar as duas maiores facções criminosas do Brasil, PCC e Comando Vermelho, como organizações terroristas. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva é contrário a essa classificação.

No entanto, as facções criminosas concentram grande parte da atuação nas áreas de fronteira. As atividades criminosas incluem o tráfico de drogas, o contrabando, o garimpo ilegal e o desmatamento.

Atuação do Exército nas fronteiras

O Comando Militar da Amazônia e o Comando Militar do Oeste conduzem as ações naquelas regiões. Os territórios sob responsabilidade desses comandos fazem fronteira com países produtores de cocaína e servem de rota de entrada para a droga no Brasil.

A Operação Ágata destaca-se como a iniciativa mais conhecida nessas áreas. Neste ano, a operação apreendeu mais de 15 toneladas de drogas na região de fronteira da Amazônia. As ações também neutralizaram 62 dragas do garimpo ilegal e paralisaram 117 balsas.

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