Paralisação começa em 15 de junho e envolve trabalhadores terceirizados responsáveis pela operação da emissora do STF
Pâmela Zacarias

Categoria também cobra garantias sobre o pagamento dos valores pendentes | Foto: Divulgação/SJPDF
Funcionários da Rádio e TV Justiça aprovaram, em assembleia realizada nesta quarta-feira, 10, uma greve por atraso de salários e benefícios trabalhistas. A paralisação está prevista para começar em 15 de junho. As emissoras estão ligadas ao Supremo Tribunal Federal (STF).
A greve envolve trabalhadores terceirizados contratados pela Fundação para o Desenvolvimento das Artes e da Comunicação (Fundac). A entidade está em recuperação judicial e é alvo de investigações.
Os trabalhadores atuam em áreas como reportagem, produção, edição de imagens, operação técnica e atividades administrativas.
Funcionários cobram pagamentos
Segundo o Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Distrito Federal (SJPDF), a categoria decidiu cruzar os braços por causa do atraso no pagamento de salários e benefícios. Os profissionais afirmam que tentaram negociar uma solução antes da paralisação, mas não houve acordo com a Fundac.
O SJPDF afirma que a situação se agravou nos últimos meses e passou a comprometer a rotina dos trabalhadores. A categoria também cobra garantias sobre o pagamento dos valores pendentes.
Programação pode ser afetada
A TV Justiça transmite julgamentos, sessões e conteúdos institucionais do Poder Judiciário desde 2002, incluindo atividades do STF. Já a Rádio Justiça está no ar desde 2004 e divulga informações relacionadas às atividades dos tribunais.
Caso não haja acordo, a paralisação deve começar no próximo domingo, 15. Até o momento, os trabalhadores mantêm a decisão aprovada em assembleia.
A categoria afirma que seguirá aberta ao diálogo, mas condiciona o fim do movimento à regularização dos pagamentos e dos demais compromissos trabalhistas.
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