Ex-deputado afirma que pode sofrer 'condenação em retaliação' e critica investigação sobre atuação nos EUA
Letícia Alves

O ex-deputado Eduardo Bolsonaro e o presidente dos EUA, Donald Trump | Foto: Reprodução/ Redes sociais
O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro aumentou as críticas ao Supremo Tribunal Federal (STF) e ao ministro Alexandre de Moraes. A ação ocorreu na véspera de seu julgamento na Corte, marcado para esta terça-feira, 16. Em publicação na rede social X, ele afirmou que pode sofrer uma “condenação em retaliação” e pediu ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a retomada de sanções contra o magistrado.
“A reinstituição das sanções contra o violador de direitos humanos Alexandre de Moraes é tanto necessária quanto urgente”, escreveu Eduardo. “Não sei quem aconselhou a suspensão dessas sanções, mas fazê-lo foi, no mínimo, um erro grave. Eles agora se sentem confortáveis para fazer coisas como esta notícia.”
Em seguida, o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro afirmou que “Moraes está esperando o retorno de uma administração democrata radical nos EUA para que, juntos, possam fazer com você o que estão fazendo comigo hoje”, referindo-se a Trump.
“Considere a ousadia de suas acusações: eles alegam que cometi um crime ao me envolver com autoridades do governo norte-americano“, continuou Eduardo. “Tal alegação trata efetivamente a própria administração Trump como se fosse uma organização criminosa. Eles desprezam a liberdade. Eles se opõem aos valores representados pela sua administração.”
Acusações contra Eduardo Bolsonaro
A acusação é que Eduardo cometeu coação no curso do processo. O caso integra as investigações sobre os atos de 8 de janeiro. Segundo a denúncia, o ex-deputado tentou dificultar o andamento das apurações.
O ex-deputado, porém, criticou a acusação. Ele classificou a situação como perseguição política e afirmou que o STF usa o Direito contra adversários. Além disso, defendeu a volta de medidas econômicas e diplomáticas contra Moraes.
A investigação apura contatos do filho de Bolsonaro com membros do governo norte-americano. O STF aceitou a denúncia da Procuradoria-Geral da República em novembro do ano passado. Segundo o inquérito, Eduardo pediu à equipe de Trump a imposição de tarifas ao Brasil e a suspensão de vistos de ministros do STF e de autoridades federais. Eduardo vive nos EUA desde fevereiro de 2025.
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