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quinta-feira, 14 de maio de 2026

PT, PCdoB e Psol querem CPI e levam caso de Flávio Bolsonaro à PF

Também no campo judicial, as siglas pediram à Receita Federal informações sobre a origem dos R$ 61 milhões mencionados

Yasmin Alencar

O senador e pré-candidato do PL, Flávio Bolsonaro | Foto: Saulo Cruz/Agência Senado

Integrantes da federação formada por PT, PCdoB e Psol intensificaram ações contra o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência, depois da publicação de reportagem pelo Intercept Brasil nesta quarta-feira, 13. O site apontou que Flávio teria negociado com Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master, para obter recursos destinados ao financiamento do filme “Dark Horse”, que aborda a eleição de Jair Bolsonaro (PL) em 2018.

O Intercept Brasil afirma possuir documentos que comprovam as movimentações financeiras, mas não divulgou os comprovantes nem especificou como chegou aos montantes mencionados. Segundo o portal, as transferências teriam sido intermediadas pela Entre Investimentos e Participações para o fundo Havengate Development Fund LP, sediado no Texas, Estados Unidos. O advogado Paulo Calixto, que representa Eduardo Bolsonaro, irmão de Flávio, é citado como um dos agentes do fundo. A Entre Investimentos é controlada por Antonio Carlos Freixo Júnior, também à frente da revista IstoÉ.

No âmbito político, deputados solicitaram ao presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), a criação de uma CPI para apurar irregularidades no Banco Master. Paralelamente, senadores das legendas planejam levar o caso ao Conselho de Ética do Senado. Já no campo judicial, as siglas pediram à Receita Federal informações sobre a origem dos R$ 61 milhões mencionados e apresentaram representação à Polícia Federal, requerendo inclusive quebra de sigilo e busca e apreensão contra Flávio Bolsonaro.

Respostas de Flávio Bolsonaro e expectativa de novos posicionamentos

Por meio de nota, Flávio Bolsonaro confirmou ter solicitado o patrocínio de Vorcaro, mas negou qualquer oferta de benefício político e não detalhou valores.

“Mais do que nunca é fundamental a instalação da CPI do Banco Master”, disse Flávio. “É preciso separar os inocentes, dos bandidos. No nosso caso, o que aconteceu foi um filho, procurando patrocínio privado para um filme privado sobre a história do próprio pai. Zero de dinheiro público. Zero de lei Rouanet. Conheci Daniel Vorcaro em dezembro de 2024, quando o governo Bolsonaro já havia acabado, e quando não existiam acusações nem suspeitas públicas sobre o banqueiro. O contato é retomado quando há atraso no pagamento das parcelas de patrocínio necessárias para a conclusão do filme. Não ofereci vantagens em troca. Não promovi encontros privados fora da agenda. Não intermediei negócios com o governo. Não recebi dinheiro ou qualquer vantagem. Isso é muito diferente das relações espúrias do governo Lula e seus representantes com Vorcaro. Por isso, reitero, CPI do Master já.”

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