RADIO WEB JUAZEIRO : Produtora nega haver dinheiro do Master em filme sobre Bolsonaro



quinta-feira, 14 de maio de 2026

Produtora nega haver dinheiro do Master em filme sobre Bolsonaro

Empresa de entretenimento dos EUA afirma que documentário foi financiado apenas com recursos privados

Fábio Bouéri

Cartaz do filme “Dark House”, com o ator Jim Caviezel, da produtora norte-americana Goup Entertainment | Foto: Divulgação/Goup

A Goup Entertainment , produtora cinematográfica sediada em Los Angeles, divulgou nesta quarta-feira, 13, uma nota oficial. O documento nega qualquer participação financeira do banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, no financiamento do filme Dark Horse, produção inspirada na trajetória política do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

A manifestação foi reproduzida no perfil do jornalista Paulo Figueiredo na rede social X, em meio à repercussão de mensagens e áudios que envolvem o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e Vorcaro sobre possíveis tratativas relacionadas ao longa-metragem.

Produtora destaca regras nos EUA

Na nota, a produtora afirma que a legislação norte-americana, aplicada a operações privadas de captação no setor audiovisual, impede a divulgação da identidade de investidores protegidos por acordos de confidencialidade, conhecidos como Non-Disclosure Agreements (NDAs). Segundo a empresa, trata-se de uma exigência contratual e regulatória comum em projetos estruturados sob modelo privado de investimento.

Apesar disso, a Goup declarou “categoricamente” que nenhum recurso ligado a Daniel Vorcaro, ao Banco Master ou a empresas sob controle do banqueiro integra o financiamento do filme. A empresa afirmou ainda que o projeto foi estruturado exclusivamente por meio de mecanismos privados de mercado, sem utilização de dinheiro público.

A produtora acrescentou que conversas, apresentações de projetos ou negociações com empresários não significam necessariamente investimento efetivado ou participação societária. A nota sustenta que tentativas de vincular o documentário a suspeitas que envolvem o Banco Master seriam “especulações infundadas” sem comprovação documental, financeira ou contratual.

O caso ganhou repercussão depois da divulgação de conversas que envolvem Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro sobre a busca de recursos para o documentário. O senador confirmou ter procurado empresários em busca de apoio privado para o projeto, mas negou qualquer irregularidade, favorecimento ou uso de recursos públicos.

A Goup Entertainment vem sendo apresentada como responsável pela produção e pelo desenvolvimento internacional do filme Dark Horse, tratado por aliados de Bolsonaro como uma obra destinada a retratar a ascensão política do ex-presidente. O projeto tem sido descrito como uma produção cinematográfica de perfil internacional, voltada ao mercado de streaming e distribuição global.

A repercussão do caso aumentou depois de adversários políticos passarem a cobrar investigações sobre a relação entre integrantes do PL e o Banco Master. Aliados de Flávio Bolsonaro, por outro lado, afirmam que há tentativa de transformar negociações privadas de financiamento audiovisual em escândalo político em meio à disputa presidencial deste ano.

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