Promotoria aponta suposto uso de contratos públicos para custear pesquisa eleitoral ligada ao ex-prefeito de Belo Horizonte
Fábio Bouéri

O ex-prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil: pedido de condenação | Foto: Divulgação/PMBH
O Ministério Público de Minas Gerais pediu a condenação do ex-prefeito Alexandre Kalil em uma ação de improbidade administrativa que cobra o ressarcimento de R$ 103,5 milhões relacionados a contratos de publicidade firmados pela Prefeitura de Belo Horizonte.
Segundo a ação, uma pesquisa eleitoral de interesse de Kalil teria sido custeada pela agência Perfil 252, empresa que mantinha contratos com a administração municipal. A Promotoria sustenta que o levantamento, realizado em 2021, quando Kalil se preparava para disputar o governo de Minas Gerais, teria sido pago de forma irregular em troca da renovação de contratos públicos.
Kalil: supostas contrapartidas
O Ministério Público afirma que a empresa desembolsou cerca de R$ 60 mil para a realização da pesquisa. Em contrapartida, os contratos da agência com a Prefeitura de Belo Horizonte teriam sido prorrogados entre 2021 e 2023 e alcançado o valor total de R$ 103,5 milhões.
A investigação é conduzida pela 17ª Promotoria de Defesa do Patrimônio Público. O empresário Carlos Eduardo Porto Moreno, conhecido como “Cacá Moreno”, dono da Perfil 252, também aparece nas investigações, assim como ex-integrantes da gestão municipal.
O Ministério Público já apresentou outras denúncias contra Kalil nos últimos meses, incluindo acusações relacionadas a corrupção passiva e nepotismo durante sua passagem pela prefeitura da capital mineira. Até o momento, não houve decisão judicial definitiva sobre o novo pedido de condenação apresentado pela Promotoria.
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