Governo brasileiro cede aeronave e doa alimentos não perecíveis
Erich Mafra

Presidentes Lula e Rodrigo Paz | Foto: Ricardo Stuckert/ PR
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva autorizou o envio de socorro material para a Bolívia depois de receber um apelo direto do presidente daquele país, Rodrigo Paz. O governo boliviano enfrenta revoltas populares violentas e o fechamento de rodovias há quase um mês. Os bloqueios organizados por sindicatos e produtores rurais interromperam o comércio interno e esvaziaram as prateleiras dos mercados.
A ajuda brasileira foca na distribuição de mantimentos básicos para a população atingida. O Ministério da Defesa estuda as condições para deslocar cargueiros da Força Aérea Brasileira para o território vizinho, mas o Palácio do Planalto ainda não fixou uma data para o início das decolagens.
Os pedidos do governo boliviano
O presidente de centro-direita Rodrigo Paz telefonou para Lula nesta segunda-feira, 25, para detalhar o tamanho da encrenca econômica e política. O chefe de Estado boliviano colocou três exigências na mesa do petista. Ele solicitou o empréstimo de aviões cargueiros para furar os bloqueios terrestres, pediu carregamentos de comida com longo prazo de validade e cobrou uma manifestação política de Brasília.
Ao portal g1, os diplomatas e assessores palacianos confirmaram que o Brasil vai ceder o transporte aéreo para levar os produtos alimentícios entre as províncias bolivianas isoladas. As equipes dos ministérios agora fazem as contas do estoque público disponível para ver quanta carga o país consegue despachar nos próximos dias.
A Bolívia completou a quarta semana seguida de greves gerais e barricadas nas principais vias de transporte. Os manifestantes exigem a alteração imediata das regras de distribuição de terras, reclamam do encarecimento e da qualidade ruim da gasolina e pedem a queda do presidente Rodrigo Paz. As forças policiais usam bombas de fumaça e gás lacrimogêneo para tentar reabrir os caminhos à força.
Nenhum comentário:
Postar um comentário
Obrigado por seu comentário.