Presidente dos EUA afirma que rivais foram destruídos e justifica ação como bloqueio à criação de um ‘escudo nuclear’
Fábio Bouéri

O presidente dos EUA, Donald Trump, durante pronunciamento nesta quarta-feira, na Casa Branca | Foto: Reprodução/X
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou na noite desta quarta-feira, 1º, que a operação militar no Irã será concluída “muito rápido”. Em discurso em Washington, ele atualizou o cenário da guerra no Oriente Médio e destacou o avanço das forças norte-americanas. O pronunciamento teve transmissão ao vivo e análise de especialistas da Revista Oeste. O conteúdo está no YouTube.
“Esta noite, tenho o prazer de dizer que esses objetivos estratégicos fundamentais estão quase concluídos”, declarou Trump. “Conseguimos tudo. A Marinha deles foi destruída. A Força Aérea deles foi destruída. Seus mísseis estão praticamente esgotados ou destruídos. Juntas, essas ações vão enfraquecer as Forças Armadas do Irã, esmagar sua capacidade de apoiar grupos terroristas e impedi-los de construir uma bomba nuclear.”
“Regime assassino”, diz Trump, sobre o Irã
Trump também endureceu o tom contra o regime iraniano, classificando-o de “regime assassino”. Do mesmo modo, afirmou que, sem intervenção, o país poderia promover massacres protegidos por capacidade nuclear. “O regime mais violento e brutal da Terra estaria livre para conduzir suas campanhas de terror, coerção, conquista e assassinato em massa sob um escudo nuclear.”
O presidente disse que o governo iraniano matou 45 mil de seus próprios cidadãos durante protestos recentes. “São 45 mil mortos. Eu nunca deixarei que isso aconteça. Ninguém ousaria detê-los, então tivemos que fazer isso.” Trump chamou a atenção para países que flertam com regimes totalitários. Da mesma forma, sugeriu a existência de uma omissão por parte dos europeus nos episódios recentes no Oriente Médio.
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O líder conservador acrescentou que o conflito com o Irã representa mais um capítulo de um esforço contínuo para impedir que o país desenvolva armas nucleares, classificando a ofensiva como “necessária para a segurança dos Estados Unidos e do mundo livre”.
Segundo o presidente, a ação militar é uma resposta a décadas de violência atribuída ao Irã e a seus aliados, com relativo apoio de forças progressistas dos próprios EUA, numa referência indireta ao ex-presidente Barack Obama.
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