RADIO WEB JUAZEIRO : PF conclui que 'Sicário' morreu por suicídio sob custódia em MG



quinta-feira, 23 de abril de 2026

PF conclui que 'Sicário' morreu por suicídio sob custódia em MG

Relatório vai ser apresentado a André Mendonça; caso pode ser enviado à PGR para eventual arquivamento

Isabela Jordão

Luiz Phillipi Mourão, suposto ‘matador de aluguel’ do ex-banqueiro Daniel Vorcaro | Foto: Divulgação/Polícia Civil-MG

A Superintendência da Polícia Federal (PF) em Minas Gerais concluiu que Luiz Philipi Machado de Moraes Mourão, o “Sicário”, morreu por suicídio enquanto ele estava sob custódia da corporação. Segundo o inquérito, a morte “não foi provocada por outra pessoa ou pressão” externa.

O relatório da investigação será apresentado nesta quinta-feira, 23, ao ministro do Supremo Tribunal Federal André Mendonça, relator do caso Banco Master. Depois de receber o relatório, a tendência é que o magistrado encaminhe o material à Procuradoria-Geral da República, que deverá avaliar um possível arquivamento.

A apuração incluiu a análise de imagens que registram toda a permanência de Mourão na cela da PF, além de depoimentos de testemunhas e pessoas próximas e o exame de conversas mantidas por ele. Os investigadores também consideraram a hipótese de uso de substâncias psicotrópicas, mas mantiveram a conclusão de suicídio.

Luiz Phillipi Mourão, o Sicário, morto em 6 de março deste ano | Foto: Reprodução/Redes sociais

Apesar do encerramento do inquérito, os bens de Mourão seguem bloqueados e, segundo a avaliação da PF, não devem ser liberados, sob a justificativa de que teriam origem em atividades criminosas.

A investigação sobre a morte foi aberta em março, depois de Mourão “atentar contra a própria vida enquanto se encontrava sob custódia da instituição na Superintendência Regional da PF em Minas Gerais”, de acordo com a corporação.
Sicário recebia R$ 1 milhão por mês de Vorcaro, indica a PF

Conhecido como “Sicário” por Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, Mourão foi preso na Operação Compliance Zero, que apura um esquema bilionário de fraudes financeiras. Vorcaro também foi detido na mesma ação e é apontado como líder de uma organização criminosa estruturada em diferentes núcleos.
O empresário Daniel Vorcaro, que está preso desde março na PF em Brasília | Foto: Reprodução/X

Segundo a PF, Mourão desempenhava papel central no grupo, sendo responsável por executar ordens de monitoramento de alvos, extração ilegal de dados em sistemas sigilosos e ações de intimidação física e moral.

O relatório menciona ainda uma “dinâmica violenta evidenciada pelas conversas entre Vorcaro e Mourão” e revela que ele atuava como longa manus — expressão jurídica para designar quem age em nome de outro — nas práticas atribuídas à organização.

Os investigadores afirmam haver indícios de que Mourão recebia cerca de R$ 1 milhão por mês de Vorcaro como pagamento pelos “serviços ilícitos”.

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