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terça-feira, 14 de abril de 2026

Petrobras investe US$ 1 bi para retomar fábrica de fertilizantes parada desde a gestão Dilma

A operação está planejada para começar em 2029

Yasmin Alencar

A decisão integra os planos da Petrobras de fortalecer sua participação no mercado brasileiro de fertilizantes | Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

Depois de mais de uma década de espera, a Petrobras decidiu reiniciar a construção da Unidade de Fertilizantes Nitrogenados III (UFN-III) em Três Lagoas, Mato Grosso do Sul, cuja paralisação ocorreu em 2015. O aporte previsto para finalizar a planta chega a US$ 1 bilhão, equivalente a cerca de R$ 5 bilhões, e a operação está planejada para começar em 2029.

A decisão integra os planos da Petrobras de fortalecer sua participação no mercado brasileiro de fertilizantes, retomados em 2023, com o objetivo de expandir o aproveitamento do gás natural e diminuir a dependência do país em relação às importações desse insumo estratégico.

Histórico de paralisações e tentativas de venda

As obras da UFN-III tiveram início em 2011, durante o ciclo de investimentos da estatal. O projeto foi interrompido no segundo mandato de Dilma Rousseff (PT) por causa da crise política e econômica, quando já estava com 80% dos trabalhos concluídos.

Depois da paralisação, a unidade passou a integrar o programa de venda de ativos da Petrobras. Em 2019, uma tentativa de alienação não teve sucesso. Já em fevereiro de 2022, a estatal anunciou negociação com a russa Acron, mas o acordo foi cancelado em razão da guerra na Ucrânia.

Segundo o governo de Mato Grosso do Sul, os investimentos na construção da fábrica ultrapassaram R$ 3 bilhões, com parte desse montante perdido por causa da deterioração dos equipamentos durante os anos de inatividade.

Impacto na produção nacional de fertilizantes

Com a conclusão prevista, a planta terá capacidade para produzir aproximadamente 3,6 mil toneladas por dia de ureia e 2,2 mil toneladas diárias de amônia, abastecendo majoritariamente o agronegócio do Centro-Oeste e Sudeste, regiões que concentram alta demanda.

O empreendimento emprega tecnologias avançadas de eficiência e está posicionado estrategicamente perto de grandes centros consumidores, fator que tende a aumentar a competitividade logística e a segurança no fornecimento nacional de fertilizantes.

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