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segunda-feira, 27 de abril de 2026

Estadão: 'Só a privatização salva os Correios'

Avanço do prejuízo da estatal em 2025 reacendeu o debate sobre o futuro da empresa

Lucas Cheiddi

Correios enfrentam crise e têm rombo bilionário | Foto: Reprodução/Flickr

O avanço do prejuízo dos Correios em 2025 reacendeu o debate sobre o futuro da estatal. Segundo dados citados em editorial do jornal O Estado de S. Paulo, a empresa encerrou o ano com perdas de R$ 8,5 bilhões, um aumento de 226% em relação a 2024. A estatal acumula agora 14 trimestres consecutivos de resultados negativos, enquanto a receita bruta caiu 11,35%, para R$ 17,3 bilhões.

O texto avalia que o plano de reestruturação apresentado pela empresa não enfrenta os principais problemas. Para o jornal, “resta evidente” que as medidas “passam longe de resolver os graves problemas da empresa”. Entre as ações adotadas está um Programa de Demissão Voluntária (PDV), que teve adesão de 3.748 funcionários, bem abaixo da meta de 10 mil desligamentos.

Plano sob críticas
Fachada da sede do jornal o Estado de S. Paulo vista da Avenida Engenheiro Caetano Álvares, no bairro do Limão, zona norte de São Paulo | Foto: Sérgio Neves/Estadão Conteúdo

A direção da estatal relativizou o resultado. O presidente Emmanoel Rondon afirmou que a meta era “desafiadora” e que o plano permite ajustes ao longo do tempo. Ainda assim, o editorial critica a estratégia e considera “inaceitável” que a empresa mantenha iniciativas vistas como ineficientes diante do tamanho do prejuízo.

O jornal também destaca o aumento do endividamento. Os Correios contraíram cerca de R$ 12 bilhões em empréstimos junto a bancos públicos e privados. Segundo o editorial, os recursos vêm sendo usados para cobrir despesas básicas. O patrimônio líquido negativo, de R$ 13,1 bilhões, agrava o cenário.
Debate sobre privatização dos Correios

Diante desse quadro, o editorial afirma que a privatização seria a alternativa mais adequada, mas aponta obstáculos políticos e econômicos. O texto ainda diz que a medida é improvável no governo de Luiz Inácio Lula da Silva e que o estado atual da empresa afastaria possíveis interessados.

Para o jornal, a ausência de um plano estratégico sólido amplia os riscos. “Não há no horizonte nenhum sinal” de mudança consistente, afirma o editorial. A análise conclui que, sem medidas mais efetivas, “o abismo dos Correios só crescerá”, aprofundando a crise da estatal.

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