Socorro Neri acusa presidente da Comissão da Mulher de agressividade e incitação contra parlamentares da oposição
Erich Mafra
Erika Hilton (Psol-SP), parlamentar trans, durante sessão em comissão | Foto: Antonio Araújo/Câmara dos DeputadosA deputada Socorro Neri (PP-AC) ameaçou acionar a Lei Maria da Penha contra a presidente da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher, Erika Hilton (Psol-SP), nesta quarta-feira, 8. O embate ocorreu logo que parlamentares da oposição tentaram aprovar uma moção de repúdio contra a psolista. Neri afirmou que a colega possui “a força de um homem” e demonstrou receio de sofrer agressão física.
Socorro Neri criticou o comportamento de Hilton no comando do colegiado. Segundo a parlamentar do Acre, a presidente da comissão usa falas agressivas para insuflar a militância de esquerda contra deputadas conservadoras. O grupo de oposição também criticou postagens de Hilton nas redes sociais que usavam o termo “imbeCIS” para rebater críticas.
Confusão e Polícia Legislativa
O clima esquentou com a presença de militantes no plenário. Um visitante ofendeu a deputada Clarissa Tércio (PP-PE), o que provocou a reação do deputado Delegado Éder Mauro (PL-PA). O parlamentar paraense derrubou o celular do homem e exigiu sua expulsão imediata. A Polícia Legislativa retirou o indivíduo do local depois de a confusão sair do controle.
Hilton abandonou a cadeira da presidência para rebater as acusações da bancada da oposição. Ela afirmou que suas postagens miram o “esgoto da sociedade” e pessoas que enviam ameaças de morte pela internet. A deputada negou que os textos fossem direcionados às mulheres ou às colegas de Parlamento.
Sessão encerrada na delegacia
A deputada Fernanda Melchionna (Psol-RS) tentou evitar a expulsão do militante, mas recuou logo que o tumulto se espalhou. Chris Tonietto (PL-RJ) decidiu encerrar a reunião para que os parlamentares acompanhassem Clarissa Tércio até a delegacia.
O grupo seguiu para o Departamento de Polícia Legislativa para registrar um boletim de ocorrência contra o visitante. Parlamentares da oposição reforçaram que não aceitarão ataques da militância dentro das dependências da Câmara.
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