Advogados respondem à cobrança de Alexandre de Moraes sobre qualificação profissional de parente
Erich Mafra

A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e o irmão Carlos Eduardo Antunes Torres | Foto: Reprodução/Instagram/@eduardotorresbrasil
A defesa de Jair Bolsonaro enviou explicações ao Supremo Tribunal Federal (STF) na noite desta segunda-feira, 13, sobre a presença de Carlos Eduardo Antunes Torres na rotina do ex-presidente. Os advogados afirmam que o irmão de Michelle Bolsonaro atua como pessoa de confiança da família, e não como profissional de saúde. O documento responde a uma exigência do ministro Alexandre de Moraes.
Moraes cobrou a comprovação de diplomas de enfermagem ou técnico de saúde para autorizar Torres como “cuidador”. A defesa refuta a necessidade de formação técnica e explica que o cunhado presta auxílio doméstico e apoio pessoal. Eduardo Torres acompanha o cotidiano da família desde o atentado sofrido por Bolsonaro em 2018.
Suporte na prisão domiciliar
O pedido de acesso busca garantir ajuda ao ex-presidente especialmente nos períodos em que Michelle Bolsonaro estiver fora de casa. Torres é filho da madrasta da ex-primeira-dama e possui intimidade com o ambiente familiar. Bolsonaro cumpre prisão domiciliar temporária de 90 dias desde o final de março devido a um quadro grave de saúde.
O ex-presidente recebeu alta depois de tratar uma broncopneumonia bacteriana nos dois pulmões. O quadro exigiu 14 dias de internação em Brasília e foi a terceira pneumonia enfrentada por Bolsonaro, agora com 71 anos. Médicos consideraram esta a infecção mais severa já contraída pelo político.
Prazo para recuperação
Alexandre de Moraes estabeleceu a prisão domiciliar humanitária com base no tempo de recuperação pulmonar para idosos. O ministro disse que o prazo de 45 a 90 dias é o padrão na literatura médica para esses casos. O magistrado ainda não decidiu sobre a permissão definitiva para o cunhado frequentar a residência.
Logo que o período de 90 dias terminar, o STF deve realizar uma perícia médica para avaliar o estado de Bolsonaro. O resultado determinará se os requisitos para a manutenção do regime domiciliar continuam válidos. Por enquanto, a defesa aguarda o aval de Moraes para formalizar o apoio do familiar na rotina de cuidados do ex-presidente.
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