Alexandre de Moraes, ministro do STF, havia determinado a reabertura do caso
Por Gustavo Nascimento

O ex-presidente Jair Bolsonaro aparece posicionado ao centro da foto. Emblema da Polícia Federal aparece em segundo plano - Foto: Marcos Corrêa | PR
A Polícia Federal concluiu, pela segunda vez, que não há provas de que o ex-presidente Jair Bolsonaro tenha tido interferências indevidas na corporação enquanto ocupava o Palácio do Planalto.
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), havia determinado a reabertura do caso, que tinha sido instaurado após o pedido de demissão de Sergio Moro do Ministério da Justiça, quando ele disse ter sofrido pressão do presidente para trocar cargos de comando da corporação.
Um dos motivos para a suposta interferência de Bolsonaro na PF seria o receio em relação ao avanço do inquérito das fake news contra seus aliados. Durante o mandato do ex-presidente, a PF concluiu que não houve interferência indevida e o então procurador-geral da República Augusto Aras havia pedido o arquivamento da investigação.
Por conta disso, Alexandre de Moraes ordenou a reabertura do processo, que – agora sob o governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) – concluiu novamente que não há provas para justificar uma imputação penal a Jair Bolsonaro no inquérito.
“Merece ser mencionado que o IPL 2021.0031208 –CCINT/CGCINT/DIP/PF apurou objeto específico, que, sob a ótica das diligências tomadas em contemporaneidade com os fatos, não revelou informações capazes de justificar imputações penais", escreveu o delegado Carlos Henrique Pinheiro de Melo, vinculado à Diretoria de Inteligência Policial (DIP).
Após receber esse relatório complementar, Moraes enviou o processo para análise do procurador-geral da República, Paulo Gonet, que pode indicar novas diligências a serem tomadas ou requisitar o arquivamento definitivo do caso.
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